21 de outubro de 2010

Sohnimac


Há tantos quantos forem plantados e outros mais que se fizerem colhidos
Ninguém sai ileso quando caminha ao escuro - todo percurso é assim
Alguns sabem por onde seguir e se aglomeram por intuição
Não olhar para trás é um crime sem volta, punição tácita.

A vida insinua que algumas pegadas se cruzarão por descuido do tempo
Outras serão apagadas ao nascer de um novo calor
Não se pode descuidar por completo daquilo que lhe molda
Afinal, o caminho não se percorre só, nem mesmo da partida.

Quando o leme foge ao rumo traçado, não o faz por escolha
Faz por imposição. Tantos ambientes quantos fossem não bastariam
A verdade é silenciosa e discreta. Tem vontade própria em dor alheia
Por que fugir ao caminho da gratidão recebida?

A alma tem anseios intraduzíveis, por isso, apenas sentidos
Quando escolheres um caminho, faço-o para além de um tato ou visão
Ainda assim, não se revire como um nada percorrido. Um nada visitado
Boas novas serão repetidas em ciclos, porém, inevitavelmente, alguns se fecharão.

Abrace-os o quanto antes. Sem descuidar os olhos daquilo que o desperta.

Arn.

18 de outubro de 2010

ZzzZZzzZz



Cá estou eu, sem sono e sob o efeito da euforia de viver em um Estado (MA) sem horário de verão e que acompanha a programação dos restantes que aderem, após ter visto algumas lutas do UFC (se você é homem e não sabe o que é, deveria conhecer) e alguns notíciarios de esportes e blá, blá, blá, Dilma x Serra. Tentei dormir (juro) duas vezes, mas nada (quase nada) de sono. Eu até sei que esse espaço não é bem lugar p/ isso, só que sabe como é... Tava fazendo nada, alguns dias sem mexer em internet, então vim dar uma fuçada por aqui. Algumas pessoas funcionam melhor à noite - e (in) ou felizmente, sou um desses morcegos da vida. Tenho pensado em escrever sobre coisas, fatos, pessoas, "coisas" mesmo, que tem despertado minha atenção recentemente, só que tem recaído uma censura moral pragmática que tenta convencer que quanto mais fugir de canais não-lucrativos, melhor (- Vai estudar) . O fato é que eu viciei em UFC (vou tratar disso em outro momento), voltei a jogar meu futebol há uns dois meses de maneira ininterrupta e até de certa forma acima do que eu esperava como recuperação  (vou falar mais sobre isso quando for responder em um post aos comentários aflitos de gente que passa por algum problema semelhante de joelho e manda e-mail`s ou deixa algo no blog com uma digitação trêmula); terminei a monografia da minha pós e tirei um tanque de guerra dos ombros depois disso. Não é de se esperar que exista qualquer lógica, conexão, coesão, coerência, coco, água de coco, link, entre qualquer assunto que eu venha a digitar nesta noite, porque, na verdade, já bateu 12% de sono e o modo corujão-maluco-doido já parece enfraquecido.
Mas, aproveitando o momento de politicagem e pensamento "Grog", vou fazer o anúncio de algumas promessas mais que necessárias:

Sensibilizado com o número de visitas que esse Blog recebe sem qualquer divulgação ou pedido de leitura por parte deste cidadão (cerca de 800 clicadas por mês) prometo honrar esse povo que pesquisa algo no Google e caí nessa passagem secreta por acaso (é foda reconhecer). Prometo escrever coisas legais sobre seus países: Turquia, Japão, Armenia, Moçambique, Togo, Noruega, Uruguai, Suiça, Canadá, Argentina, Egito, Irlanda, Itália, Grécia, Portugal etc. Peço desculpas, por ter a consciência de que vocês caem aqui por obra do destino e me pergunto: - Por que alguns voltam!? Como assim!? Agradeço aos que insistem em vir aqui, conscientemente (sim, eles existem) na esperança de algo novo e, na maioria das vezes, saem com cara de figurante do Zorra do Total. Garanto que daqui p/ frente tudo mudará. Esqueçam os erros, as omissões, vou mudar minha equipe e "punir os culpados" (frase de efeito 1). Não haverá espaço para o nepotismo e a liberdade de expressão será um pilar intrasnponível. Prometo que tentarei conquistar novas visitas sem fazer qualquer anúncio, afinal, nossa campanha não dispõe de verbas, doações ou tempo na mídia. Apenas virei mais por aqui, clicarei com a mão do meu povo e farei novas alianças para "juntos seguirmos em frente" (frase de efeito 2). O fato é que esse Blog já está com quase um ano  - isso será motivo para um outro tópico. Termino com essa última promessa. O sono bateu.. Obrigado a quem leu até a última linha (- Vai estudar). ZzZzzZZZ.

26 de setembro de 2010

Referências (Um dia você vai precisar).

Nos trabalhos acadêmicos este é um importante elemento obrigatório. Seja na monografia, artigo científico, tese de doutorado, ou até mesmo no quadro do Dr. Dráuzio Varella no Fantástico (que peca em fontes informativas) o pesquisador que trabalha com informação científica (independente da área de conhecimento) deve mencionar suas fontes de consulta para uma maior credibilidade e segurança de conteúdo. A referência é o conjunto de informações sobre textos e/ou documentos utilizados, organizados segundo uma ordem específica, contém os elementos descritivos destes documentos, de forma a permitir sua identificação. A lista de referências deve ser apresentada no final do trabalho em ordem alfabética de autores pessoais ou entidades e títulos. Ainda que apresentadas em notas de rodapé deverão ser repetidas na lista no final do trabalho. Destacam-se aqui os elementos essenciais e os complementares das referências, estes devem ser alinhados somente à margem esquerda do texto e de forma a se identificar individualmente cada documento em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo. Seguem abaixo modelos de referências e um pequeno explicativo sobre o uso de termos em latim - infelizmente, indispensáveis na prática de trabalhos científicos.

a) Um autor:

ALVES, Roque de Brito. Ciência criminal. Rio de Janeiro: Forense, 1995.

b) Dois autores:

DAMIÃO, Regina Toledo; HENRIQUES, Antonio. Curso de direito jurídico. São Paulo: Atlas, 1995

c) Três autores:

CARRAHER, T.; CARRAHER, D.; SCHELIEMANN, A. Na vida dez na escola zero. São Paulo: Cortez, 1993.

d) Mais de três autores:

URANI, A. et al. Constituição de uma matriz de contabilidade social para o Brasil. Brasília, DF: IPEA, 1984.

e) Destaque à responsabilidade intelectual:

BARRAVIEIRA, Benedito (Coord.). Venenos: aspectos clínicos e terapêuticos dos acidentes por animais

peçonhentos. Rio de Janeiro: EPUB, 1999.

f) Entidades:

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Catálogo de teses da Universidade de São Paulo, 1992. São Paulo, 1993, p. 467.

g) Várias obras do mesmo autor:

FREIRE, Gilberto. Casa grande & senzala: formação da família brasileira sob regime de economia patriarcal.

Rio de Janeiro: J. Olympio, 1943. 2 v.

______. Sobrados e mocambos: decadência do patriarcado rural do Brasil. São Paulo: Ed. Nacional, 1936.

h) Imagem em movimento – inclui filmes, videocassetes, DVD, entre outros:

OS PERIGOS do uso de tóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade. São Paulo: CERAVI, 1983. 1

videocassete (30 min.), VHS, son., color..

i) Documento iconográfico - inclui pintura, gravura, ilustração, fotografia:

KOBAYASHI, K. Doença dos Xavantes. 1980. 1 fotografia, color., 16 cm X 56 cm.

j) Documento sonoro - inclui disco, CD, cassete, rolo, entre outros:

ALCIONE. Ouro e cobre. São Paulo: RCA Victor, p1988. 1 disco.

l) Artigos e/ou matérias de periódicos. Com indicação de autoria:

SILVESTRE, Armando Araújo. Deus em xeque: qual a diferença entre ateu e agnóstico? Superinteressante: a melhor revista jovem do Brasil. São Paulo, edição 192, p. 40, set. 2003.

m) Artigos e/ou matérias de periódicos. Sem indicação de autoria:

UM PROJETO na Amazônia para salvar as tartarugas. Geográfica Universal, Rio de Janeiro, n. 141, p. 94-95, fev. 1995.

n) Monografia no todo em meio eletrônico:

ALVES, Castro. Navio negreiro. [S.I.]: Virtual Books, 2000. Disponível em:

http://www.terra.com.br/virtualbooks/freebook/port/Lport2/navionegreiro.htm. Acesso em: 10 jan. 2002,

16:30:30.

Nota explicativa sobre termos utilizados em referências

Apud:

– (do latim:  junto a, em, citado por, conforme, segundo. Indica a fonte de uma citação indireta.

Para referenciar um autor (em que a obra o pesquisador NÃO teve acesso) que está indicado em um livro ao qual o pesquisador mencionado na referência TEVE acesso. Ex.:

(ANDERSON, 1981 apud ARÉVALO, 1997, p. 73)

Estudos de Zapeda (apud MELO, 1995, p. 5) mostram [...]

BUTERA apud MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil: direito das sucessões. 30. ed. São Paulo: Saraiva, 1995, v. 6, p. 80.

OBS: A expressão apud é a única que pode ser usada em notas e no texto. As demais, somente em notas.

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Cf.:

– Confira, confronte, compare:

Cf. GOMES, 2001

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Et al. – et alii (masculino), ou et aliae (feminino), et alia (neutro):

– e outros. É comumente usado quando você não quer nomear todas as pessoas ou coisas numa lista. Ex.:

Eichelberger JP, Schwar KQ Black ER, et al. Predictive value of dobutamine echocardiography just before noncardiac vascular surgery. Am J Cardiol 1993;73:602-7.

William MJ, Odabashian J, Lauer MS, et al. Prognostic value of dobutamine echocrdiography in patients with left ventricular dysfunction. J Am Coll Cardioal 1996;27:132-9.

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Ibidem ou ibid.:

– Para fazer referência, subseqüente, de um mesmo autor, em página diferente, de uma mesma obra. Ex.:

GONÇALVES, 2000, p. 61

Ibid., p. 203

MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil: direito das sucessões. 30. ed. São Paulo: Saraiva, 1995, v. 6, p. 15.

Ibidem, p. 25.

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Idem ou id:

– Para fazer referência, subseqüente, de um mesmo autor. Ex.:

LAMPRECHT, 1962, p. 20

Id., 1964, p. 35

ou

Idem, 1964, p. 42

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Loco citato ou loc. cit. :

– No trecho citado (Remete a um trecho citado anteriormente).

PAPALEO, Celso Cezar. Aborto e contracepção: atualidade e complexidade da questão. Rio de Janeiro: Renovar, 1993, p. 278.

PAPALEO, Celso Cezar, op. cit., loc. cit.

SILVA; SOUZA; SANTOS, 1995, p. 99-115

SILVA; SOUZA; SANTOS, 1995, loc. cit.

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Opus citatum, opere citato ou op. cit.:

– obra citada.

GONÇALVES, 2000, p. 50

GONÇALVES, op. cit., p. 216

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Passim:

– por aqui e ali, em diversas passagens (Indica referência a vários trechos da obra).

GONÇALVES, 2000, passim.

MOTA, Sílvia. Testemunhas de Jeová e as transfusões de sangue: tradução ético-jurídica. In: GUERRA, Arthur Magno Silva e (Coord.). Biodireito e bioética: uma introdução crítica. Rio de Janeiro: América Jurídica, 2005, passim.

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Sequentia ou et seq.:

– Seguinte ou que segue (da página indicada em diante).

PINTO, 1956, p. 31 et seq.

MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil: direito das sucessões. 30. ed. São Paulo: Saraiva, 1995, v. 6, p. 15-17.

MONTEIRO, Washington de Barros, op. cit., p. 36 et seq.

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Referências (Utilizadas pelo autor do Blog):


PADOVANI, Vitoria Lucia. Monografia. Material da 2ª aula da Disciplina Metodologia da Pesquisa Jurídica, ministrada nos Cursos de Especialização TeleVirtuais da Universidade Anhanguera-UNIDERP REDE LFG, 2010.

SEVERINO, Antonio Joaquim Severino.
Metodologia do trabalho científico. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2007.

12 de setembro de 2010

Construir.



Quem já passou pela experiência de construir uma casa (Na verdade, acompanhar a construção e dar pitacos né)? Tá aí uma coisa corrida: pesquisar preços, fiscalizar trabalhos que você não entende bem, fazer cara de entendido em 80% das conversas com o pedreiro, pensar em economia e exigir o máximo de novidade, andar sujo, pisar no reboco, pagar uns micos e dar explicaçoes p/ vizinho. A maratona é puxada! Mas o sujeito-homem-macho-predador acho que só se realiza como sujeito homem-macho-predador quando compra o próprio carro e mexe com a construção de uma casa. Se ele vier a pintar alguma parede na obra, aí já é sujeito-homem-macho-predadore-X-Men-Origens.
É sempre válido conhecer um universo novo do mercado que todo dia tá a nossa frente, mas que tem segmentos que só se buscam em períodos específicos. A primeira observação que se faz, leigamente, é que construir é mais negócio que comprar feito. Muito mais. Seja comprar imóvel na planta, usado, terreno, etc. Construir é um grande negócio. Um exemplo: uma casa de 200.000 reais, pode ser construída por uns 60.000 e ainda ficar, totalmente, customizada. O lance é ter o pique p/ guentar construção... Os pequenos contratempos sempre dão as caras. Mas nada supera a sensação do grande negócio, é ou não é?
Nas andanças pelo mundo desconhecido percebi que, atualmente, a parte de iluminação dos imóveis mudou, radicalmente, de uns tempos p/ cá. O sujeito-homem-macho-predrador-administrador-do-bolso é um animal que gosta de perambular em busca das melhores ofertas. Pesquisar: porta, cerâmica, tijolo, telha, madeira, portão, ferro, vidro, tubulação, gesso e por aí vai... É mais ou menos como subir um prédio de 10 andares com a cama nas costas (talvez, 11). Acredito que o novato, como eu, precisa de uns três meses de estudo prévio antes de se meter a jogar lego ou fazer castelo de areia.  Caso a pessoa disponha de recursos para pagar os profissionais competentes em cada subdivisão de uma obra aí já são outros quinhetos... (ou oitocentos, ou novecentos). Mas qual a graça? Construir é colocar o capacete amarelo imaginário e sair batendo nas portas das lojas de materiais de construção. Muito mais empolgante! O google responde tudo, meu amigo. Tudo! Mostra imagem, planta de casa, sites com projetos que podem ser mudados, ideias sobre como lucrar com a venda, construir com responsabilidade e o que mais der na telha - isso não foi de propósito.
A construção é um troço tão complexo que foi tema para a melhor música brasileira do século XX Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada segundo a Revista Rolling Stone (Brasil) - Construção / Chico Buarque.  Só esse cidadão mesmo p/ fazer poesia de um tema tão concreto - isso foi de propósito:

"Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado..."

Além do ramo musical é óbvio que um tema tão relevante também é alvo certo do normativistmo jurídico. Merecem destaques dar uma lida no Código Civil, na chamada Lei do Condomínio, Estatuto da Cidade, legislação trabalhista, alguma coisa em direito tributário, entender de cartórios de imóveis, das normas sobre arquitetura e engenharia, e se precisar de dinheiro; de direito comercial, matemática financeira e boa lábia - do tipo Agostinho Carrara (A grande Família). Muito cuidado ao ir em um banco e conseguir crédito para construção. Essa fase, apesar de inicial, talvez, seja a mais importante, caso você não possua todo o dinheiro exigido para a empreitada. A Caixa econômica é vantajosa, ainda assim é muito muito muito burocrática, às vezes compensa dar uma conversada no Banco do Brasil, se o dinheiro a ser pego não for lá alguma coisa que se divida suavemente e se pagque rápido - em 60 vezes, é claro. (É um sintoma clássico de pobreza dividir as coisas em 60 vezes, mas funciona e quase toda família já fez um, pode acreditar!). Enfim, em síntese é isso: sujeito-homem-macho-predador-chapéu-de-construtor-amarelo é um ser pensante a ser observado com muita cautela.



Arn.

21 de agosto de 2010

Pílula do Dia Seguinte (Utilidade Pública 2)

Tudo que você precisa saber sobre a pílula do dia seguinte:

A pílula do dia seguinte, método de contracepção de emergência, é a forma mais conhecida para se evitar uma gravidez indesejada. Seu uso, apesar do imaginário popular, não é de um anti-concepcional comum. A pílula tem a função de evitar que o espermatozóide atinja o óvulo, imagine isso como se o espermatozóide tivesse que percorrer um longo caminho cheio de obstáculos e o medicamento atuasse, mais ou menos, como o Dick Vigarista tentando, incansavelmente, evitar que a viagem alcance o seu destino.

"- Aham! Te peguei espertinho."

Quando usar a pílula do dia seguinte?

Após você manter relações sexuais com sua namorada/ficante/bêbada/esposa sem o uso de camisinha, ou mesmo quando esta rompe. Um fato importante a lembrar: mesmo não havendo ejaculação, existe uma chance, pequena, mas existe, de a mulher engravidar.

OK OK, eu sei disso, mas fudeu cara, como vou dar essa pílula pra minha namorada/ficante/animal de estimação/mendiga/esposa?

Você pode utilizar a pílula no máximo 72 horas após a relação sexual. Porém a recomendação é usá-la no máximo 24. A cartela vem com duas pílulas, uma para ser tomada no tempo estipulado acima e outra 12 horas após a primeira. Recomendamos que leia a bula do medicamento, existem algumas modificações, contra-indicações e efeitos colaterais dependendo do laboratório que a fabricou.

Ela disse que não está no período fértil, então, nem precisa né?

Errado! O período fértil é apenas uma fase do ciclo menstrual onde a mulher possui mais chances de engravidar - cerca de 30%. Se você estiver com muito azar, ela poderá engravidar até quando estiver menstruada.

Como vou saber se deu certo?

Simples, após algum tempo, se a menstruação não vier, o resultado será uma enorme barriga com um projétil de gente dentro dela. Não tem erro! Parabéns papai! Esse artigo foi criado com base em uma pergunta enviada por um leitor que está com medo de se identificar e que a mulher dele esteja grávida.

Feliz dia dos pais!

Fonte: http://coisasdehomem.com/tudo-que-voce-precisa-saber-sobre-a-pilula-do-dia-seguinte/

15 de agosto de 2010

"No penses en una temporada, penses en una historia"


Todo ano o Real Madrid gasta milhões com contratações que prometem causar uma revolução na sala de troféus... No entanto, ultimamente, nem de longe tem sido dessa forma. Foi assim quando trouxe, recentemente, Cristiano Ronaldo e Kaká por 260 milhões de EUROS... Resultado? Nada! Só fiasco... Além do brasileiro mal ter atuado em virtude de contusões nos quadris, púbis e joelho. Muito pior que isso foi ter assistido com aplausos a ascenção de Messi - escolhido melhor do mundo FIFA 2009 - e mais um título espanhol para o Barça.
Sim... E daí!? E daí que o Barcelona cansado com essa política de marketing da equipe da capital decidiu lançar um lema provocativo que, na verdade, é uma lição de vida. O slogan é: "No penses en una temporada, penses en una historia". Vídeos mostram os atuais jogadores do elenco do Barça, ainda crianças, no centro de treinamento do Barcelona, onde foram educados e aprenderam a amar e defender as cores do clube. Ou seja, craque se faz em casa! Basicamente, seria essa a tradução brasileira para a campanha...
Sim... E daí!? E daí que a síntese da ideia é o pensamento a longo prazo - plantar hoje para colher amanhã. Acreditar que aquele esforço inicial terá uma recompensa, ainda que muito além de uma perspectiva simples de causa e efeito. Quem não precisa de um grande desafio p/ descobrir sua força, não é mesmo? Por isso sou fã do Barcelona. Praticamente, não faz negócio perdido e ainda fatura quando vende alguém... É uma breve tradução do que são princípios dentro de uma gestão esportiva.
Penses en una historia quando estiver diante de um sonho complicado, uma reabilitação física, um salto no escuro. Penses en una historia quando for questionado e cobrado indevidamente. Penses en una historia quando você tiver algo que já foi feito para se orgulhar. Penses en una historia quando imaginar um futuro melhor, ainda que à base de uma maratona cruel. Penses en una historia quando estiver afobado ou tomar atitudes impensadas. Penses en una historia para evitar erros repetitivos que não mais se legitimam. Penses en una historia quando for possível aquilo que parece extremamente complicado. No penses en la temporada! O dinheiro, para solucionar deficiências, muitas vezes, é paliativo. Passageiro. O que vem fácil, vai fácil. O que é construído cria raízes e é legítimo por si só. Chegou a hora de tomar decisões como um Barcelona. Até porque quase ninguém por aí tem 260 milhões de euros para solicionar problemas de uma hora p/ outra... Vamos suar a camisa?

14 de agosto de 2010

Três Momentos na vida de um Macho

No mundo animal é assim...

Solteiro


Casado


Divorciado


No mundo animal?

6 de agosto de 2010

A Vibe da Bola.


A vibe da bola continua. Já que passa. Vídeo com alguns lances da época de bola foi o último sintoma. Peguei o que existia por aí de gravação de jogo - qualquer coisa. A Mirante e a Difusora não guardam material acima de uma semana dessas reportagens esportivas locais, então, os melhores vídeos e registros já se perderam no tempo. As competições mais organizadas, ginásios lotados, Fiqueninho com mais de 1000 pessoas e etc. A difusora chegou a transmitir partidas de Futsal com comentarista e tudo. Foi uma época bacana do esporte em Imperatriz. Mas o que tá aí já vale pela lembrança desse tempo bom. Na época os jogos escolares  contavam com mais de 100 times de futebol de salão. Tive a sorte de ser artilheiro de três Jei`s, chegar em três finais, ser artilheiro do sub-13 de futebol de campo pelo Marília (jogar no Marília era certeza de reportagem na imprensa escrita), artilheiro da liga de Futsal Infanto - isso até os quinze anos. Depois a bola deu a chance de tentar a carreira profissional por três vezes e a família acabou optando por colocar meu pé no chão e seguir a vida pelo estudo mesmo. Continuei jogando as ligas de Futsal de Imp., João Lisboa, Maranhense de Futsal Universitário, isso até os vinte dois anos quando o joelho começou a pedir um sossego. Da época, existem amigos espalhados pelo mundo todo: Holanda, Turquia, Azerbaijão, Espanha, Portugal e etc. O bom é ser lembrado também por esses que seguiram carreira. Ficam as histórias e as amizades.
Do Berço e da Bola
"Joga-se futebol não pelo dinheiro, pela expectativa, pelo status, pelo amor... Joga-se futebol apenas por jogar. Às vezes, por jogar bem. Apenas por uma condição de ter a bola no pé e oferecer um tratamendo de inimizade ou domínio - ela sabe selecionar quem você será na relação. Nem todos conseguirão, mas aqueles que fizerem com carinho serão lembrados. O futebol é a mais injusta das artes, a menos democrática em seus portões abençoados, pois, ao que parece, todos podem jogar, mas nem todos conseguirão despertar suas reais belezas. O tal do "joga bonito" não é p/ gente esforçada. É um cutuca aqui, finge aculá, "tô-mas-não-tô", que virá em poucos - poucos e inesquecíveis. Bendita seleção natural essa do universo boleiro. Pode fazer de qualquer homem descalço uma lenda. O amante da bola não precisa de muito... Afinal, sua querida só necessita de um corpo com imaginação para que percorra os caminhos que bem entender".

Arn.

http://www.youtube.com/watch?v=FUd6930OfB4     (vídeo)

28 de julho de 2010

Meniscos à parte.


Ninguém precisa ler isso!

É... Depois de um tempo as coisas ganham outras proporções. Quando sofri a 1º lesão de joelho, achei que fosse normal, que todo cara que levasse bola mais a sério passava por uma dessas na vida... Foi quando eu conheci o tal do menisco... Menisco Medial! Rompi o ligamento cruzado e recebi a lesão no menisco de brinde. Até então, achava, com todo respaldo em consultas superficiais no google, que o bicho papão era o tal ligamento cruzado anterior mesmo. O menisco seria só um probleminha facilmente resolvido. O primeiro médico que passei fez a "brilhante" opção de fazer cirurgia apenas para o menisco e deixar o ligamento rompido porque dizia que a ruptura era pequena... Ele não queria acreditar que futebol era tão importante p/ mim.... Operei, deu tudo certo nos primeiros meses de recuperação, mas nada de estabilidade... Pelo contrário... Foi aí que bati numa segunda porta e ouvi que o meu primeiro médico fez a opção, totalmente, equivocada. Meses depois lá vou para uma segunda cirurgia... Dessa vez para refazer o ligamento cruzado. Muita dor no pós-operatório + 3 parafusos na perna de brinde e uma recuperação chata de se passar... Mas o ligamento segue aqui - firme e forte! O problema é que ao final da cirurgia o segundo médico relatou que teve que retirar outra parte do menisco que estava completamente lesada... Restou 10% p/ sustentar toda minha vontade de voltar a jogar novamente...
Gelo... Fisioterapia... Academia... Restrições ao futebol, corrida, esteira e etc... Dieta, fome e ainda muita vontade de voltar... Por ironia do destino a academia que malho fica em cima de dois campos onde uma parte dos meus antigos amigos de bola sempre vão e ficam perguntando se volto ou não, enquanto outros só falam de coisas que eu fazia há 5, 10 anos atrás... Imagine aí deixar de fazer um troço que você fez a vida toda desde os seis, sete, oito anos, toda semana, levar a sério, ter viajado p/ vários cantos atrás disso, ter uma coleção com todas as camisas 10 que já usou, histórias e mais histórias, ter moldado boa parte de tudo que o cerca nisso e, de repente... Booom. Já era!
Tenho focado em conseguir o melhor que puder... Perdi 3 KG em duas semanas, quero perder mais 7 (sem esportes isso é muito complicado), tenho ido todos os dias na academia e to aqui angustiado sem saber se esse bendito menisco vai parar de doer ou se vou conseguir uma resposta mais eficiente na medicina. O fato é que todos precisam zelar por um bom joelho... Quando sofri a lesão (março de 2008), tava bem, com peso ideal, jogando duas competições no alto nível, salão e socyte, cheio de convites legais na bola, e mesmo assim deu no que deu... Fiz a merda de tentar jogar com joelho lesado e fui só piorando e ganhando peso... Não dá p/ brincar com saúde... Naquele vídeo narrado pelo Pedro Bial sobre o "Filto Solar" ele menciona sobre cuidar dos joelhos... Não é à toa...
Outro dia fui na fazenda de um amigo meu em outra cidade e chegando lá encontrei um cara de uns 22 anos que disse que me conheceu jogando bola... Isso tem acontecido mais e mais. Depois que você para todo mundo fica mais generoso e fala com você porque não vai soar estranho elogiar. Então, ele falou muitas coisas que eram p/ fazer com que eu ficasse feliz... O problema é que ele falava de mim como um finado, uma lenda, um museu.... E isso tem doído. As pessoas falam de mim e do futebol como coisas que não podem mais ser associadas. "-Tu ainda quer jogar? Tá louco!". Mês passado tentei voltar a jogar e fico sempre muito discreto (bem diferente de antes), peço p/ ir pro gol, p/ não ter que correr, e sentir aquele climinha de bola, ainda que seja só p/ dominar e tocar de lado... Até aí tudo bem... O problema é o tal do ego da bola... Enquanto você tá num meio onde todos conheceram seu verdadeiro futebol é uma beleza. Uma zona de conforto. Agora o contrário é uma facada! Numa dessas brincadeiras, um menino de uns 17 anos veio numa dividida de ombro e caiu fora do campo. Olhou p/ mim e falou: - Quando o cara não sabe jogar faz isso... (Foi jogada normal de bola, mas a pelada era ridícula, só de gente que só joga em lugar pago - a minha realidade agora só cabe nessas duas alternativas) Mas, Êh... FDP! Deu vontade de ser o Forrest Gump e sair correndo com os parafusos pulando p/ todo lado. Quem não sente falta de ser bajulado é porque nunca foi... Hoje, o que mais faz com que eu fique feliz é alguém que venha dizer que ia no fiqueninho pra me ver ou que lembra de algum lance específico ou pra falar qualquer coisa, até que me odiava, qualquer coisa tá valendo... Eu sempre quis bater e dar um trato diferente na bola e tenho orgulho demais disso. A bola foi a coisa que fiz melhor na vida - de longe. Eu me imaginava até os 60 anos suando num campo ou quadra e voltando cansado p/ casa. Fico arrependido por não ter ido nas vezes que tive chance de seguir em frente e ir pra um clube. Seguir carreira, dar a cara a bater. Tive duas grandes oportunidades e, junto com o medo da minha mãe, acabei não indo.
Hoje, to mal por dentro. Passei um ano evitando ir em estádio, ver futebol na TV, manter muito contato com meus amigos de bola... Foi só bater a ilusão de duas semanas tentando jogar que voltou tudo! Só foi chato perceber que do jeito que era pelo jeito não vai ser nunca mais... Só queria mesmo era voltar a brincar, jogar uma vez por semana, poder correr bem sem ter que conviver com gelo e remédio. Enfim, acho que se tudo der certo p/ mim e eu pudesse voltar a brincar pelo menos, o nome do meu filho seria Menisco, Menisco Oliveira, porque só assim vou poder cuidar bem dele começando do zero. Tá, é brincadeira, caso a mãe do meu filho esteja lendo. Volta e meia assisto uns vídeos que tenho da época que jogava e fico meio feliz e meio zangado. É foda! Enfim, pelo menos a academia virou rotina. Numa dessas esqueço da bola e passo a ser um desses caras que fica falando do tamanho do braço... AFFF! Enfim, lá vai eu sonhar jogando bola de novo... Independente de qualquer expectativa, agradeço a Deus por cada segundo inesquecível que vivi dentro desse mundo boleiro e por tudo que ele me proporcionou.

4 de julho de 2010

O Brasil foi Laranja...


Acabou! O sonho durou cinco partidas e outra vez o Brasil foi desclassificado nas quartas-de-finais... O resultado tão contestado de 2006 foi repetido. Mas dessa vez com uma nova bandeira... Outros conceitos... E nessa história, mais uma vez, o Brasil foi "O Laranja". A Copa de 2006 foi o ápice do "auê", talvez, da história de todo o futebol mundial... Nunca uma seleção foi tão comercial, tão "já ganhou", teve tantas estrelas, mundialmente, conhecidas como a do mundial passado. A constelação tinha: Ronaldo, "O Fenômeno" (três vezes "melhor jogador do mundo" escolhido pela FIFA e, até hoje, o maior artilheiro da história em Copas do Mundo - 15 gols); Ronaldinho Gaúcho (melhor do mundo em 2004 e 2005 - quase um "E.T" do futebol na época); Adriano "O Imperador", melhor atacante da Série A do Campeonato Italiano e artilheiro do Brasil na Copa América e Copa das Confederações; Kaká, jogador sensação do campeonato italiano e escolhido no ano seguinte, 2007, melhor jogador do mundo. Melhor parar só nos quatro grandes nomes apelidados de "O quarteto mágico"... Enfim, o resto da história todos conhecem... E por que lembrar??? Porque o fracasso de ontem respingou no atual... O Brasil de muitos craques em 2006 não poderia ter estrelas em 2010... Essa parecia a receita óbvia, e cega, do sucesso. A seleção agora deveria buscar um grupo não de grandes nomes, mas de pessoas dignas e comprometidas com o espírito coletivo... O certo é que as verdades do futebol nascem muito dos resultados, se ganharem os envolvidos estão certos, se perderem são ignorantes... O radicalismo da análise feita em 2006 deu no que deu em 2010. O "REVANCHISMO" fez o Brasil ficar alaranjado em uma das lições mais claras que o futebol ofereceu nos últimos anos... Quando o jogo estava 2 a 1 p/ Holanda e o Brasil ainda poderia fazer mais uma substituição p/ tentar reverter alguma coisa... Dunga olhou p/ banco e viu um conjunto de homens "dignos", mas que naquele momento não ajudariam muito... Então, de que serviu o "revanchismo"? Será que Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Ganso e Neymar (os dois últimos por não terem sido convocados em nome do tal comprometimento que os homens dignos de Dunga tiveram durante os quatro anos de preparação) seriam nomes inferiores, futebolisticamente, aos que estavam ali sentados? 
Fiquei irritado com isso durante quatro anos assistindo um Brasil "meia-boca" jogando e, de fato, vencendo com um futebolzinho fraco seus principais jogos... Só não esperava vivenciar um soco tão forte nessa ideolodia de dignidade acima de qualidade como foi em 2010... O Dunga fechou os ouvidos para tudo e para todos, desperdiçou a chance de ir mais forte para uma copa em nome da cabeça dura e o problema  doeu em todo o país. Foi foda! Nossa seleção dependia de Kaká, Robinho e Luis Fabiano inspirados todos os dias possíveis - nem sempre é assim... É pouco p/ nossa camisa. Kaká já não joga bem há um ano e vem de sérias lesões, não tinha um substituto a altura e ainda assim ele, Dunga Burro, fechou os olhos p/ Ganso... Jogador que o Brasil inteiro pediu em coro. Tudo em nome de um Julio Batista que na hora que  poderia ser usado, no momento de fazer a 3º, e última, substituição da copa naquele jogo, simplesmente, consentiu com a insuficiência de criatividade... Essa foi a lição! Morreu abraçado com o que o Brasil todo anunciou... "Kaká tá mal e não tem reserva...", "Felipe Melo vai ser expulso em algum jogo...", "Esse time não tem reservas de qualidade...".
Foi complicado ver a Holanda jogar um futebol parecido com o nosso ideal de habilidade, toque rápido, tranquilidade, "cozinhar o galo", movimentação e etc... A Holanda foi mais "Brasil" e, também por isso, o Brasil foi laranja... Tenho certeza que essa renovação que será feita no pós-copa contará com nomes desse time do Dunga e que retornará a buscar os talentos brasileiros que prezam pelo bom futebol. Afinal, nosso esporte nunca foi dignidade, companheirismo, justiça e etc... São conceitos que devem estar presentes em todos os segmentos é verdade, mas antes deles existem outros tão importantes quanto dentro de quatro linhas: habilidade, técnica, criativiade, ousadia, TALENTO! O Brasil escreveu sua história no futebol dessa forma e é lembrado pelas cinco estrelas que carrega no peito por esse legado... Com certeza se a seleção contasse com Ganso, Neymar ou Ronaldinho Gaúcho, ou pelo menos um dos três, o jogo contra a Holanda não teria sido de tanta covardia, impotência, debilidade... Perdemos como time pequeno que vê a derrota a sua frente e baixa a cabeça por acreditar que nada pode fazer... Torço muito por Kaká, Robinho, Daniel Alves, Maicon, Julio Cesar, aposto nesses cinco nomes como os que poderiam continuar sendo os pilares da nova geração à caminho de 2014. Uma coisa é certa, sem revanchismo, o legado dessa copa será o de que nunca devemos esquecer os grandes talentos... O futebol em determinado momento vai perguntar por eles... E quando esquecemos a polpa... Voltamos com o bagaço! Numa dessas o Brasil foi laranja...

24 de junho de 2010

Shosholoza (Hino informal da África do Sul)



A música mais popular da África do Sul tanto nas grandes cidades como nas áreas rurais quanto na voz das crianças como na dos mais velhos. Nos comícios políticos e jogos de futebol, onde é sempre um dos principais hits. Shosholoza parece trilha sonora obrigatória em qualquer evento com mais de cem pessoas por aqui. Entre os negros, não há quem não saiba cantá-la. Virou um hino, quase um mantra. Em parte porque tem apenas duas estrófes (repetidas diversas vezes) e é fácil de decorar, pelo menos para quem fala Zulu ou outras línguas negras. Mas acho que ela se popularizou, principalmente, porque transmite um sentimento entendido mesmo por quem não faz a menor ideia do que diz a letra.
Shosholoza, em Zulu, quer dizer “siga em frente”, em uma tradução livre. Nasceu cantada por negros que trabalhavam nas minas. Fala sobre seguir em uma fuga em trens que partem da África do Sul, uma metáfora de quem sonhava, um dia, livrar-se da opressão. Ela virou, claro, uma canção anti-apartheid, mas transformou-se, sobretudo, num símbolo da cultura negra. Aos poucos deixou seu ar melancólico e virou sinônimo também de celebração. Difícil não querer acompanhá-la ao ouvi-la em um estádio lotado, mesmo sem conhecer a letra.

Link de vídeo com crianças cantando a música que é febre no país da Copa:


Shosholoza
Ku lezontabah
Stimela siphum’ e South Africa
Wen’ uyabalekah

Ku lezontabah
Stimela siphum’ e South Africa
 
Fonte: Viva Laduma (Globo)

22 de junho de 2010

Identidade



Há quanto tempo você não se enxerga sem precisar de espelho? Talvez, seja esse o começo de tudo. Conhecer mais de si. O ser humano vive em constante mudança, seja de grupo social, experiências vividas, planos que precisam ser refeitos e conceitos que caem por terra para que outros brotem. É ou não é? É! Mas e o que acontece com o que o ficou? O que se promete ao que virá? São perguntas silenciosas que acontecem de tempos em tempos das mais variadas formas. É a adolescente que vira mãe e precisa rever seus hábitos, é o sujeito que perde o emprego e vê sua vida comprometida pela ausência de outras possibilidades imediatas, é a mudança de cidade desprogramada, quem sabe até mesmo a conquista da independência finaceira - precoce ou tardia. Sempre enfrentamos conflitos que nos levam a questionar: por onde fui, onde estou e para onde quero ir... Passado-Presente-Futuro. Esse é o questionamento que, talvez, molde esse sentido genérico aplicado ao título "identidade".
Quem, em um grau considerável de exigência, pode enumerar dez grandes amigos? Na hora da conta você vai perceber que com alguns selecionáveis você, na prática, já não conta há algum tempo, não é verdade? São aqueles que parecem ter lugar cativo. Não precisam aparecer para que se saiba que estão lá. Até porque já construíram sua reputação e zelaram pelo espaço. E nesse espaço cabem quantos mais? Como perceber ou mesmo quantificar as novas pessoas que surgem em nossos caminhos e que, de fato, atualmente, são tão importantes quantos outras que já passaram por nossa trilha? É difíci perceber que muito do que somos e reflexo do que influencia ao redor... Muito! Seja a forma de expressar, de agir, aceitar, questionar, moldar-se ao ambiente e etc... É toda uma legitimidade do que já chamaram de determinismo social. A nossa identidade é em boa parte dos outros. É uma verdade confusa, mas que se revela perceptível.
Algumas pessoas servirão como pilares. Em certos momentos serão resgatadas para que isso lembre a você do quanto estava esquecido sobre o que lhe moldou. São pessoas capazes de fazer previsões sobre seus novos passos e até de atitudes que nem você julga que seriam tão evidentes. Essas pessoas não conseguiram um status desses de uma hora p/ outra... Elas nos acompanharam em diversos dos momentos citados em que as coisas parecem escolher novas perspectivas e nos assistiram quase que como um Show de Truman. Isso não acontece sem tempo. E é aí a beleza do tempo. Ele se legitima por si só. Mesmo que, às vezes, deixado de lado, naquela vaga cativa, longe do que ocorre de fato.
Quando foi tomado por lição o: "diga-me com quem andas e direi quem és", esqueceram de mencionar que o "diga com quem já andou" importa quase que em mesma proporção. Nesse contexto, reincidência é um termo que vem acompanhado de elogios, ou não, depende de como foi dada a convivência. É aí que a vida apresenta algumas verdades: você pode chegar ao doutorado, mas seus amigos, provavelmente, serão os do ensino médio; você pode conhecer novas pessoas e acreditar que elas lhe preencherão, isso não vai durar tanto; você pode sumir de alguns conhecidos, só que os que são mais que isso não sumirão de você. Parece um movimento pendular... A barca! É isso que vai moldar a todos nós com o passar dos anos. Até porque os novos contatos não deixarão de participar com destaque - e nem devem. Só que com o tempo mudarão cada vez menos o que somos... Afinal, muito já foi somado e apagar um desenho para recriá-lo é bem mais complexo do que contribuir com um contorno mais adequado em uma obra já iniciada.
Nessa perspectiva de longevidade, novos hábitos, cultura geriátrica e etc. É bem fácil que possamos agrupar um número incontável de pessoas que serão lembradas para sempre e que serao marcadas pela identidade que também ajudamos a criar em si. Então, o resumo é: você colhe aquilo que planta... Não é, simplesmente, conquistar um espaço e virar um senhor feudal. É saber dividir a vida com quem vem e com ainda está. É saber graduar e conferir os graus exatos dos papéis que ocuparão em nossa identidade dividida... Consentida. É ver beleza no tempo ou deixar que o tempo leve aquilo que não vai refletir bem. Identidade é o sotaque que empregnamos, as fases vividas, as pessoas que passaram, o espaço deixado para o novo e o pouco que podemos contribuir, voluntariamente, com essa construção... Valorize a sua.

Aos amigos.

Arn. 

20 de junho de 2010

Bra-sil-sil-sil



De início, sobre os países que apostei como prováveis surpresas, apenas Sérvia e EUA tem jogado um bom futebol, sendo que a Nigéria ainda pode conseguir a classificação se vencer a Coréia do Sul em seu último jogo no Grupo B. Camarões e África do Sul pelo jeito vão acompanhar o restante pela TV... Sem vuvuzela!

Sobre o Brasil... Todo primeiro jogo de Copa merece desconto, o importante é vencer e o Brasil venceu! Existia uma preocupação sobre o saldo mínimo da vitória, mas a equipe mostrou que tá com jeito de campeã ou pelo menos de um time que veio p/ ir longe... Vencer a Coréia do Norte por 2 a1 após um primeiro tempo apático foi o "feião com arroz" que serviu de alerta para a segunda partida. No jogo de hoje (Brasil 3 x 1 Costa do Marfim) o time entrou com outro espírito... Mordeu, brigou, atacou e defendeu bem...
Luís Fabiano mostrou que ainda é o mesmo atacante brigador e talentoso da época em que brilhou no Brasil em 2002 com a camisa do São Paulo, Kaká também apresentou a eficiência dos passes e o "contestado" Elano provou o porquê de vestir a camisa titular - só pra frisar, Elano é mais importante do que parece... A expulsão do Kaká apresentou um lado inesperado do camisa 10... Um Kaká juvenil... Craque que recebe milhões por ano, escolhido melhor jogador do mundo em 2008, não pode ficar "zangadinho", ofendido, "mufino" em partidas importantes... O craque tem que saber levar faltas e se sobressair em relação a isso... Se tivesse mais calmo, pelo menos um marfinense seria expulso após tantas entradas no meia...
Agora quem é "fodão" de verdade é o Lúcio... Poucas vezes um jogador vestiu a camisa verde-amarela com tanta raça. Não foge de uma dividida, independente do setor do campo em que esteja. É o coração do time... E o Robinho? Robinho jogou bem na estréia. Foi decisivo com o passe para o gol do Elano, mostrou personalidade com os dribles bem feitos e verticais. Nesse segundo jogo acabou abafado pela melhor atuação do Fabuloso e do Kaká juvenil. Ainda assim, deposito muita fé em um Robinho mais agudo, mais gingador, com jogadas para serem reprisadas pelo próximos quatro anos...
Quanto aos demais, Maicon merecesse o rótulo de melhor lateral direito do mundo. Michel Bastos segue fazendo bem a parte dele. Juan é Juan, zagueiro mais técnico não existe por aí... Felipe Melo... Aí já não sei... Espera-se muito mais de um segundo volante do que tem apresentado. Gilberto Silva tem feito boa copa... Até to surpreso com isso. Nem de longe sou fã do cão-de-guarda da nossa zaga, mas merece muitos elogios até o momento, sobretudo, pela segunda partida. Os reservas ainda não tiveram um papel importante, mas terão logo logo. O Dunga, apesar da antipatia, tem feito o dele... Só pecou em não ter retirado o Kaká juvenil de campo antes da expulsão... Tava na cara que ia dar nisso... No mais, é esperar o mata-mata. Sou mais Brasil. Só que futebol  bonito mesmo quem jogou, até o momento, foi a Argentina... Só que essa é uma outra história... Por enquanto, a seleção tem dado conta do recado e promete muito mais!

12 de junho de 2010

Invictus


No mês em que a África do Sul é o alvo de todos os holofotes, vale muito a pena assistir "Invictus" (EUA, 2009, Clint Eastwood). O filme trata sobre o mandato de Nelson Mandela (Morgan Freeman) no país pós-apartheid, o qual continuava sendo culturalmente e economicamente dividido. A proximidade da Copa do Mundo de Rugby pela primeira vez realizada no país, fez com que Mandela resolvesse usar o esporte para unir a população que ainda estranhava os primeiros passos na nova mentalidade. Sendo assim, convoca para uma reunião Francois Pienaar (Matt Damon), capitão da equipe sul-africana, e o incentiva com palavras e exemplos que serviriam de apoio para a que a seleção nacional sonhasse em ser campeã - o que não passava de uma uotpia um tanto distante. O título "Invictus" é inspirado em um poema escrito por William Ernst Henley, em 1875, quando estava no hospital prestes a ter sua perna amputada. O poema serviu de motivação para que Mandela pudesse superar os anos de prisão e também foi usado pelo presidente para o incentivo prestado.
É interessante acompanhar as cenas dos jogos da Copa do Mundo de 1995 (de Rugby) e dos detalhes de um país que procurava uma nova identidade em cada detalhe - desde a segurança do presidente que era realizada por guarda-costas negros e brancos, até a empregada doméstica negra que é convidada pelo capitão da seleção anfitrião para assistir a final no estádio Ellis Park. Ah, vou logo dizendo, você vai virar fã incondicional de Nelson Mandela e entender porque é uma das figuras mais respeitadas e influentes do mundo. Vai lamentar ele não ter comparecido na abertura da Copa do Mundo 2010 (de futebol) e torcer pelos "bafanas bafanas" - que na seleção de futebol 2010 só conta com um jogador branco no elenco, exatamente, o oposto da seleção de Rúgbi de 1995. Se o Nelson Mandela desse uma lida nessa última observação, puxaria minha orelha...
Invictus
(William Ernst Henley, em 1875)
Out of the night that covers me,
Black as the Pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find, me unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate;
I am the captain of my soul.

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Tradução: André C S Masini
 
Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.

Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.

Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.

Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

11 de junho de 2010

Haaaaaaaaaaja Coração (Copa 2010)


Começou a Copa! O futebol, ainda não. É claro que jogo de estréia é sempre uma tensão inevitável, mas "África do Sul 1 X 1 México" foi só uma pelada emocionante. A tal da Jabulani (bola da copa) parece que não é tão ruim quanto divulgada pelos jogadores no pré-copa, alguns chutes potentes foram disparadas e a variação do percurso nem pareceu desproporcional... Então, fim de "choramela" sobre esse assunto! Em relação ao Grupo A, parece que os "bafanas bafanas" podem até se classificar - muito mais pela empolgação que vem da torcida e por alguma jogada individual de dois ou três atacantes habilidosos que tem na equipe. Quanto ao México, tem bons jogadores, só que nao apostaria que seja um dos dois classificados. Aliás, nos dois bolões em que me meti, passam França e África do Sul.
Esses "bafanas bafanas" lembram o Santos do Robinho, Ganso e Neymar. Não pelo futebol, só pelas dancinhas mesmo... Fizeram apenas um gol, mas já tinham cinco dançando a coreografia... Quem bom! Quero ver se o Robinho também vai fazer as dancinhas do Santos caso venha a fazer algum. Só pra finalizar, foi um alívio essa copa ter começado... A mídia já tinha mais assunto pré-copa e já sentia até pena da jabulani por ter sido assunto por uma semana (manhã - tarde - noite).

Vou registrar alguns pitacos: Camarões, África do Sul, Nigéria, Sérvia e EUA classificam-se para as oitavas, com boas chances de Camarões e EUA chegarem nas quartas-de-final. Não acredito em muitas zebras nessa primeira fase e aponto esses cinco países como os que podem gerar algum cenário diferente nessa copa das vuvuzelas. Sobre o Brasil, acredito em uma final com a Espanha... Só que Inglaterra e Argentina vão dar sangue p/ destruir as duas favoritas. Então, HAAAAAAAAJA CORAÇÃO!

6 de junho de 2010

Coisas para se pensar "13:05" :


"Feliz de quem entende que é preciso mudar muito pra ser sempre o mesmo." (Dom Heldér Pessoa Câmara)
"Torna-te quem tu és". (Friedrich Nietzsche)
"A verdade é que não há verdade". (Pablo Neruda)
"Os dias, talvez, sejam iguais para um relógio, mas não para um homem". (Marcel Proust)
"Tolerância não significa aceitar o que se tolera". (M. Gandhi)
 
* Porque, somente, 13:05 entendemos com profundidade o que vem de dentro.

- Hummmmm, então, era isso...

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31 de maio de 2010

O que um sujeito de 80 anos faz com 100.000 Euros?


(Ferreira Gullar empresta nome ao ÚNICO Teatro de Imp.)

Ferreira Gullar (Maranhense) foi vencedor do Prêmio Camões de 2010, homenagem anual criada em parceria por Brasil e Portugal no ano de 1989 e que tem em sua lista de ganhadores: Rachel de Queiroz (1993), Jorge Amado (1995), Rubem Fonseca (2003) e Lygia Fagundes Telles (2005). Autor de "Poema Sujo", livro lançado em 1976 - que retrata memórias de sua vida no Maranhão OXE  com questões políticas, Gullar também é conhecido por suas crônicas, ensaios e críticas de arte. O autor recebeu em 2005 o Prêmio Machado de Assis, maior honraria da Academia Brasileira de Letras, e em 2007 o Prêmio Jabuti na categoria "ficção" pelo livro Resmungos. O valor pago ao escolhido pelo Prêmio Camões é de CEM MIL EUROSÉ bom que paguem logo porque pelo jeito ele vai cobrar...

Fonte: IG

27 de maio de 2010

"Hoje, o tempo voa"


"Hoje, o tempo voa".

São daqueles dias em que você ouve pela milésima terceira vez a mesma música e, só nesta última, percebe a força que tem... Tudo bem, as músicas são melhores quando ouvidas que comentadas, mas a que me refiro acredito que todos devam conhecer (Tempos Modernos/Lulu Santos: Eu vejo a vida melhor no futuro...). Ao observar uma letra, involuntariamente, acho que é inevitável sequestrá-la para o seu mundo, atribuir significados só seus a trechos tão próprios dos outros. Vai ver é aí que reside a magia. Constantemente, tento observar por onde se escondem os valores dos tais "tempos modernos". O que é avaliado como bom? Que malandragem não nos basta? Que malícia, realmente, atrai? Quais os caminhos mais duradouros? Existem? Só não duvido de uma coisa: a vida manda sinais... Siga os sinais! Por vezes, enxergo pessoas que se vendem por pouco, ou até pior, fazem-se de aluguel... Triste é a vida de quem não é feliz sozinho, em dupla, jamais será! Desconfio dos amores expostos, dos sentimentos gritados e das frases feitas... Desconfiem também! De tudo que observei nesse mundo onde "o tempo voa e escorre pelas mãos", é certo que o silêncio tem força... É pro espelho que você, realmente, abre o peito... É do sorriso dos olhos que se tiram as mais belas gargalhadas... Eu sei que muitos tentam - e tentar é admirável... Mas, quem muito tenta, quem se vende por pouco, quem abraça a primeira bóia, perde a força do nado... Aqui quem escreve nem de longe é reserva moral... Talvez, um arqueiro que muito atirou, matou, feriu, errou e decidiu reservar as melhores flechas para os alvos mais valiosos.. Faço menção aos de valores, realmente, inquestionáveis... Que valores!? Os de sempre! Eles não mudam... "Eu vejo isso por cima de um muro". Defendo e compreendo bem os que tentam, os que fecham portas em busca de uma passagem secreta... Ah, meu amigo... Eu entendo você.... Eu também sou assim! Mas, quer uma dica... Não fuja dos grandes princípios. Não se vender por pouco ainda é a cereja do bolo... Existem as pessoas que tirarão um pedaço, mas ninguém divide a cereja... É pequena demais pra tanto olho. E olha que tem até quem não goste de cereja... "Eu quero crer no amor numa boa, que isso valha pra qualquer pessoa". Vale a pena desprender-se, se essa liberdade for um drible na contramão de quem se anuncia por pouco, de sentimento não se fala, e aqui há de se dividir o corpo do emocional... O corpo é aquele que pede por sexo, desejo, calor (o que é perfeito! Apesar de não ser imortal, posto que é chama... - Eu sei que já deixaram famosa essa segunda parte), isso é fácil, muito fácil, extremamente fácil pra você e eu e todo mundo canta junto sempre terá e nunca deixará de ser o contato mais simples entre as pessoas (uh!) mas não são esses os valores - que valores!? Os de sempre! Ainda é na palavra verdadeira conseguida com suor, na vivência da rotina de pequenas descobertas, na lógica da boa convivência que reina o que dura, o que o vento e o apagar das luzes não leva... E tá aí o mistério de não se vender, não se testar, são brilhos que intensificam com o tempo e sem nenhum plano... É bem simples, nem por isso lançado em todas as portas, ou janelas, vai saber... "Hoje, o tempo voa". E os valores!? São os de sempre... Eles não mudam! (são reconhecidos com o tempo, deixe-os por último... A cereja vem depois...).
"Que isso valha pra qualquer pessoa..."

Arn.
http://www.youtube.com/watch?v=tQgvyTomW7Y
(Tempos Modernos)

23 de maio de 2010

Permita


Permita

É o seguinte: cada um faz sua parte
E que ninguém se irrite!
Existem dívidas nos olhos que não sabem chorar
Caminho de dádiva curta, surpresas sem limites
Vaidade que se escuta, reprisa e refuta.

Essas longas avenidas parecem não ter fim
Depois das quatro tudo entra em levitação
A estrada é segura e pode ser divertida
Entre piadas censuradas, novos pedidos
Palavras da pele em pulsação...

"- Há quem permita sentir-se um pouco
Ainda que por uns instantes..."

Então, é o seguinte: mesmo no desespero
Eu não quero que grite.
Finja-se mais, arrebente!
Tem gente que mente e, assim, é feliz...
Até parece que o amor é um gesto de doação.
O que salva é o céu que insiste ajudar
Existe razão no dado que a mão duvida
Entre a fé e a fuga, só um seguirá...
Como num roteiro alternativo:
Sorte no jogo, sorte no amor.
"- Há quem permita sentir-se um pouco
Ainda que por uns instantes...".

Arn.

19 de maio de 2010

Cara Suja? Ficha Limpa!

     

Duvidava muito que um dia fosse acontecer, mas parece que a consciência eleitoral e o acesso à informação tem contribuído com uma postura efetiva em relação aos *#$%&$$$&**... Agora uma coisa é verdade: Quantos políticos ainda sobrarão para concorrer aos cargos se a fiscalização for rigorosa??? O ficha limpa veio para moralizar e é um marco! Um desses subtítulos que devem aparecer nos livros de história e que relatam, pontualmente, o início de novas posturas.

A proposta foi aprovada no Senado nesta quarta-feira (19 de Maio de 2010) e impede a candidatura de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que fez a proposta com o respaldo de mais de 1,6 milhão de assinaturas, acredita ser possível aplicar a nova regra já nas eleições deste ano, se Lula sancionar o projeto até 9 de junho. O texto aprovado na Câmara e mantido integralmente no Senado pelo relator Demóstenes Torres (DEM-GO) proíbe por oito anos a candidatura de políticos condenados na Justiça em decisão colegiada, mesmo que o trâmite do processo não tenha sido concluído no Judiciário. Esse tipo de decisão colegiada acontece, geralmente, na segunda instância ou no caso de pessoas com foro privilegiado. O projeto prevê ainda a possibilidade de um recurso a um órgão colegiado superior para garantir a candidatura. Caso seja concedida a permissão para a candidatura, o processo contra o político ganharia prioridade para a tramitação.

Fonte do texto em negrito: G1

9 de maio de 2010

Campeonato Imperatrizense de Tênis de Mesa (Dia 23/05/10)

No próximo dia 23 vai ser realizado o Campeonato Imperatrizense Aberto de Tênis de Mesa que, na verdade, vai se chamar: 3º Torneio de Tênis de Mesa de Rua. No intuito de  aproximar o maior número de pessoas possível ao evento. Com certeza será, novamente, um momento curioso em que atletas de bom nível enfrentarão verdadeiros "peladeiros" em uma competição que dura, praticamente, todo o dia e que mais democrática não poderia ser. Quem quer que leia essa postagem e tiver maior interesse em informações, estamos à disposição. É uma ótima oportunidade para as pessoas que tem certa curiosidade sobre o esporte ou mesmo já praticam de forma esporádica conhecerem um pouco mais da modalidade.

Fica a dica.

8 de maio de 2010

Tênis de Mesa (Regras Simplificadas)

 

Resumo das regras de um dos esportes mais praticados do mundo. A diferença báscia entre tênis de mesa e "ping pong" (motivo de grandes questionamentos) passa tanto pelo regulamento exigido quanto pelo material utilizado - de alta tecnologia e capaz de produzir inúmeras rotações. Vale ser destacado que o set é disputado em um total de onze (11) pontos, em que cada atleta terá direito a dois saques consecutivos - sucessivamente alternados entre os oponentes. Caso ocorra um empate em dez a dez (10 x 10), cada jogador sacará apenas uma (1) vez até que se obtenha uma diferença de dois pontos entre os adversários (12 x 10, 14 x 12, 16 x 14), momento em que o set será encerrado.
Uma raquete de tênis de mesa conta com borracha e madeira - custa entre a faixa de duzentos reais (200 R$) na empunhadura caneta (que exige apenas uma borracha) e duzentos e setenta reais (270 R$) nas empunhaduras clássicas e classinetas (as quais exigem duas borrachas, uma em cada lado). Ainda assim, não chega a ser um esporte elitizado, diante a prolongada vida útil de uma raquete bem conservada. A bolinha, de qualidade, fica entre dois (2) e seis (6) reais em média. O custo de uma mesa vai depender de algumas peculiaridades (mm de espessura, rodinhas, material de apoio) e fica entre seiscentos e cinquenta (650 R$) e mil e duzentos (1200 R$) reais.


É um esporte de alta concertação, desgaste físico e coordenação motora. Exige do atleta um conhecimento apurado sobre movimentação de pernas, braços e pulsos para o reconhecimento do golpe aplicado - lotado de detalhes em alta velocidade. Um bom atleta de tênis de mesa deve ter um bom preparo físico, conhecer os detalhes do movimento da bola, dos golpes, além de possuir bom reflexo e agilidade. A verdade é que após uma hora de prática você vai estar completamente suado e, sem dúvida, terá praticado um dos esportes mais completos em relação ao uso dos membros inferiores e superiores em alta performance. Pode ser que a desrição aqui feita pareça tratar de algo mais complicado do que, realmente, seja. Então, nada como a prática desse esporte tão prazeroso para reconhecer o porquê do seu fascínio por todos os cantos desse planeta.

Links de Bandeja:

Incrível ponto em partida de exibição entre dois grandes nomes da história do tênis de mesa (Waldner e Persson) - Vídeo com quase três milhões de visitas. Vale conferir:

http://www.youtube.com/watch?v=A8IVASo0umU

Belas sequências de lances defensivos:

http://www.youtube.com/watch?v=KpwqPEpAl0w

Arn.
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O resumo abaixo foi retirado do site da Condeferação Brasileira de Tênis de Mesa:
http://www.cbtm.org.br/

A MESA

Possui 2,74m de comprimento e 1,525mm de largura e 76cm de altura. Pode ser feita de qualquer material, na cor escura e fosca, produzindo um pique uniforme de bola padrão oficial (aprovada pela ITTF); tendo uma linha branca de 2cm de largura em toda a sua volta. Para os jogos de duplas, ela é dividida em duas partes iguais por uma linha branca de 3mm de largura, no sentido do comprimento.

A REDE

Estende-se por 15,25cm além das bordas laterais da mesa e tem 15,25cm de altura, devendo ser de cor escura e devem possuir as suas parte superior branca e as malhas maiores do que 7,5mm quadrados até no máximo 12mm quadrados.

A BOLA

Deve ser feita de celulóide ou plástico similar, nas cores branca ou laranja e fosca, pesar 2,7g e ter diâmetro de 40mm.

A RAQUETE

1 - A raquete pode ser de qualquer tamanho, forma ou peso e constituída de madeira natural em 85% do material.
2 - O lado usado para bater na bola deve ser coberto com borracha com pinos para fora tendo uma espessura máxima de 2mm, ou por uma borracha "sanduíche" com pinos para fora ou para dentro, tendo uma espessura máxima de 4mm.
3 - O lado não usado para bater na bola deve ser manchado de cor diferente da borracha e só deve ser vermelho vivo ou preto.
4 - A raquete tem que ter duas cores diferentes, para ser usada, e essas cores só podem ser, preto e vermelho vivo.
5 - Não é permitido jogar com o lado de madeira.

A PARTIDA

1 - Constitui-se de sets de 11 (onze) pontos. Pode ser jogada em qualquer número de sets ímpares (um, três, cinco, sete, nove...). No caso de empate em 10 pontos, o vencedor será o que fizer 2 pontos consecutivos primeiro.
2 - O atleta que atua o 1º set num lado é obrigado a atuar no lado contrário no set seguinte.
3 - Na partida quando houver "negra" (1 a 1), (2 a 2) ou (3 a 3) , os atletas devem mudar de lado logo que o atleta consiga 05 pontos.

O SAQUE

1 - A bola deve ser lançada para cima (16cm no mínimo), da palma da mão livre na vertical e, na descida, deve ser batida de forma que ela toque primeiro no campo do sacador, passe sobre a rede sem tocá-la e toque no campo do recebedor.
2 - O saque deve ser dado atrás da linha de fundo ou numa extensão imaginária desta.
3 - Cada atleta tem direito a 2 (dois) saques, mudando sempre quando a soma dos pontos seja 2 (dois) ou seus múltiplos.
Ex.: 2 a 2 = 4 = 6 a 6 = 12
4 - Com o placar 10-10, a seqüência de sacar e receber deve ser a mesma, mas cada atleta deve produzir somente um saque até o final do jogo.
5 - O direito de sacar ou receber primeiro ou escolher o lado deve ser decidido por sorteio (ficha de duas cores), sendo que o atleta que começou a sacar no 1º set começará recebendo no 2º set e assim sucessivamente.
6 - O sacador deverá sacar e retirar o braço da mão livre da frente da bola de modo que nada esteja entre a bola e o adversário a não ser a rede e suportes.

OBSTRUÇÃO (NÃO VALE PONTO)

A partida deve ser interrompida quando:
1 - O saque "queimar" a rede.
2 - O adversário não estiver preparado para receber o saque (e desde que não tenha tentado rebater a bola).
3 - Houver um erro na ordem do saque, recebimento ou lado.
4 - As condições de jogo forem perturbadas (ex: barulho).

PONTO

Com exceção do caso em que a partida sofra obstrução (não vale ponto), um atleta perde um ponto quando:
1 - Errar o saque.
2 - Errar a devolução.
3 - Tocar na bola duas vezes consecutivas.
4 - A bola tocar em seu campo duas vezes consecutivas.
5 - Bater com o lado de madeira da raquete.
6 - Movimentar a mesa de jogo.
7 - Tocar com o corpo ou a raquete na rede ou seus suportes.
8 - Sua mão livre (que não está segurando a raquete) tocar a superfície da mesa durante a seqüência.

CORREÇÃO DA ORDEM DE SACAR, RECEBER E LADO

Se um atleta der um ou mais saques além dos dois de direito, a ordem será restabelecida assim que for notado, tendo o adversário que completar o múltiplo de dois.
Se no último set possível, os atletas não trocarem de lado quando deveriam fazê-lo, deve trocar, imediatamente, assim que se perceba o erro. A contagem será aquela mesma de quando a seqüência foi interrompida.
Em hipótese alguma haverá volta de pontos. Todos os pontos contados antes da descoberta do erro deverão ser confirmados.

DUPLAS

Valem as mesmas regras, sendo que:
1 - O saque tem que ser feito do lado direito do sacador para o lado direito do recebedor.
2 - Cada atleta só pode bater uma só vez na bola.
3 - A ordem do saque é estabelecida no início do jogo e a seqüência será natural:
Atleta A saca para o X
Atleta X saca para o B
Atleta B saca para o Y
Atleta Y saca para o A que, saca para o X e assim, sucessivamente, cada atleta vai dando 2 saques.
No empate 10-10, cada um dá um (1) saque por vez.
4 - Se a bola do saque tocar a rede (queimar), e cair no lado esquerdo do recebedor - além da linha central - o sacador deverá perder o ponto.

VESTIMENTA

Camisa, shorts e saias podem ser de qualquer cor ou cores exceto que, quando uma bola branca está em uso somente gola e as mangas da camisa podem ser brancas, e, quando uma bola laranja está em uso, somente àquelas partes podem ser de cor laranja.

5 de maio de 2010

Ouço com gosto (2): "Nathalia Ferro".



"Hey, boy... Vou te convidar pra tomar um chá na casa de Mamma".

Nathalia de São Luís, da ilha do reggae, vem com gosto de MPB, barzinho, blues, samba, música negra americana e malícia brasileira... Compõe com atitude e solta a voz um pouquinho diferente dos outros nomes que ganham destaque no cenário dos vocais femininos. Sabe como fechar o olho, mexer a cintura, gritar e usar a rouquidão exata... É a voz rasgada que cola no ouvido e arrepia. Tem a poesia refinada da fêmea que grita pelos seus desejos e a pureza da pequena menina que se estica um pouco mais p/ ajustar o pedestal.

Uma voz em cada música, uma mulher em cada letra. É fatal. É suave com "esse olho que não vê e essa mão esquecida embaixo do queixo"... "Uma sobra imensa do que não há"... "Desculpa, se eu não te quis...". Parece mesmo que as palavras encaixam-se em um ritual de sugestões, o que a sugere vida a folha "tão pálida, quanto crua, aguardando ser escrita...". É ela quem "Faz barba, cabelo e bigode". Aliás, "não faz nada que você não queira". Parece zombar de um coitado em cada letra... Então, "não faz essa cara coelhinho assustado"... "Quando é outono, aqui, eu também despenco... Dos princípios que me agarram e da moral que me sustenta".

A menina Nathalia "Voltou a sonhar, ser feliz... Cantando com orgulho" e é de deixar qualquer corpo de orelha em pé. É capaz de muito mais. É sinestesia pura! É um:"Ter que me atirar ao vento é ato de respeito a minha própria natureza" por toda parte, por toda arte. Por essas e por outras...
OUÇO COM GOSTO: Nathalia Ferro.

Dois Links de bandeja:

Nathalia Ferro e Banda Filhos de Jah
http://www.youtube.com/watch?v=7Hy2eNCa7Kw

Rehab - Amy Winehouse por Nathalia Ferro
http://www.youtube.com/watch?v=ImpeTIcgTWc