30 de setembro de 2009

LCD ou PLASMA?




De antemão é bom que se alerte que esse texto é escrito por um brasileiro comum, refém dos avanços tecnológicos, sempre abastecido por idéias avulsas de temas cotidianos, e um deles é: LCD (tela de cristal líquido) ou PLASMA? Tudo começou com o primeiro salário - vencimentos, nomenclatura mais adequada ao servidor público - que não poderia ferir a grande tradição tupiniquim em ser investido em quê, hein hein? O que um brasileiro compra quando pega em dinheiro pela primeira vez? Uma televisão!...

Segundo pesquisas recentes, de uma fonte não muito confiável, a qual, provavelmente, eu to inventando: 70% dos brasileiros gastam seu primeiro salário com uma televisão, os outros 30% economizam para dar entrada no próximo mês em quê? Uma televisão... Sendo que entre os 70%, 90% compram a TV dividida em 12 vezes, 5%, em 6 vezes, e 5% compram à vista e passam o mês sem sair de casa, isso em relação á classe média... Pois bem, eu não poderia fugir a uma regra de cunho histórico-social tão relevante e quando recebi meu primeiro salário fui lá no Calçadão... (antes de começar a comprar pela internet sem medo) Ah, moleque... Na época, recém popularizava no país a tal da TV tela plana... (2006), a dúvida era: 21`` ou  29`` polegadas!? Phlips? Semp Toshiba? Sony? Samsung? CCE? Não!!!!!!! CCE, nãaaaaaao! Enfim, comprei uma Samsung, é né, melhor que nada... Alguns anos depois (essa semana) recebi uma ligação da SKY perguntando se eu não teria interesse em adquirir o pacote SKY HD TV por três meses sem nenhum acréscimo adicional à mensalidade... De graça, até injeção na testa! Aceitei... O funcionário ainda mencionou que meu pacote continuaria o mesmo, perguntou se eu gostaria de continuar com os "canais adultos"... É bom que se diga que tenho mais três pontos adicionais (três pessoas que não tem nada em comum), mas canal adulto é sempre bem-vindo... (152 e 154), e se eu tirar perco a parcela deles no fim do mês... Tá, eu também faço questão! Enfim, aceitei a experiência com o novo equipamento da SKY, mas antes de desligar decidi fazer uma pergunta cretina:

- Precisa ter uma TV de Plasma ou LCD pra que a imagem tenha um acréscimo considerável?
- Sim. Você AINDA não tem? (que matuto...)
- Não...
- Pois, estarei retornando o contato assim que o Senhor adquirir uma nova TV.
- Hum...
- Espere um instante para avaliar o nosso atendimento. Tudo bem Senhor?
- Tudo bem. Claro.
- Que nota você oferece para...
(tum tum tum)
Duração da chamada: 05m 33s

Descobri da forma mais cruel que minha TV tão suada não serve p/ nada e que vou ter que me adaptar à nova tecnologia, mas, qual a diferença de LCD p/ uma Tv de Plasma mesmo? Fui no google, pesquisei em fóruns, comunidade do orkut, e até entendi bem a diferença, tem a ver com o ambiente em que você vai usar o televisor, a luminosidade oferecida, em linhas gerais, em locais mais iluminados o LCD tem melhores resultados e vida útil mais longa, pois, fechou! No mais importante de tudo o LCD também ganha - é mais barato... Pesquisei alguns sites e encontrei uma TV de 32`` por 1500, Philips, uhhhh! (ainda não vi uma CCE LCD ou PLASMA nas pesquisas - que bom!) Provavelmente, vai ser a segunda geração das televisões da minha vida, acho que isso é um hábito consagrado da família de classe média, "média", do meio, ricos + pobres / 2, mediana brasileira, conhecer bem das épocas de seus televisores. Meu Deus, eu também sou pobre de espírito, e por que não!?

Segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), a Zona Franca de Manaus produziu 1,86 milhão de TVs de LCD e plasma de janeiro a julho deste ano, contra 1,18 milhão no mesmo período de 2008. No ano passado inteiro, foram 2,7 milhões de unidades. (25/09/2009).

Eu só quero uma e ganhar o pacote da Sky, ser feliz com a nova tecnologia que fui obrigado a usar, a TV de tela plana, que há três anos atrás era a última bolacha do pacote, já virou peça de museu, afinal, não tem entrada USB, conversor digital integrado, entrada HDMI, alta definição e etc... Até onde vai isso? Aposto que daqui três anos, ou menos, também vou ser obrigado a trocar a "novidade" p/ fazer adaptação diante de outra tecnologia... Que maravilha! Pelo menos minha mãe gostou da idéia de ter uma "TV dessas que pregam na parede, né?..." - É mãe!... AShhHuhsuAHSUHA

Esse link explica melhor outros aspectos técnicos em relação ao assunto e é a referência de onde foi tirada a informação sobre a Zona Franca de Manaus:

Viva a tecnologia e a TV que Pasma, Plasma, LCD e LED - desse último ainda nem deu tempo de falar, meu Deus, será que minha nova TV vai ser desatualizada antes do fim das 12 prestações? Não poderia sem em menos vezes né... É o número sagrado:  12 Apóstolos, 12 meses, 12 signos, 12 Prestações!

; D

(Acabei de achar uma CCE LCD... Tem coisas que não mudam...)

arn.



26 de setembro de 2009

A palavra da vez



Resiliência é a capacidade de o indivíduo adaptar-se de maneira positiva diante de situações adversas, mantendo seu desenvolvimento normal e os recuperando dos efeitos estressores. Resiliência é a forma como cada um lida com situações como morte de uma pessoa querida, a separação, a traição de um parceiro, um assalto, um seqüestro, um abuso sexual, uma perseguição racial ou até mesmo a vida durante uma guerrilha urbana. Resiliência é a qualidade de seguir em frente e sair fortalecido de uma crise, tem feito com que a medicina se interrogue por que alguns são mais resistentes que outros. Tipo de plasticidade que objetiva evitar patologias e possibilitar o desenvolvimento normal ainda que na presença de ameaças e riscos.
Fatores protetores:

Traços de personalidade;
Maturidade;
Capacidade de manejar as próprias emoções;
Capacidade de lidar com ocorrências adversas e estressantes;

Referência:

Neri, A. L.; Palavras-Chave em gerontologia; Campinas, SP; Editora Alínea, 2005 (coleção Velhice e Sociedade).

22 de setembro de 2009

Observação



Engraçado como esses textos recebem comentários fora do Blog. Inclusive, às vezes, eu penso que escrevo p/ vento e nem é. No entanto, o motivo dessa postagem é apenas confirmar que cada texto apresentado é, realmente, de autoria própria e sempre que for realizada alguma citação alheia, heterogênea, "dos outros", viral (eu, realmente, queria escrever isso) será devidamente "referenciada". Pois é, e viva o movimento mundial "anti-Ctrl + C/Ctrl + V". Se isso não existia, virei embaixador!

arn.


21 de setembro de 2009

"Sim, Senhor"





Quem não gosta de algum filme do Jim Carrey? O último dele é "Sim, Senhor", uma lição de vida mesclada com comédia que trata sobre a possibilidade de você se permitir mais, fugir um pouco dos conceitos negativos e ter uma nova vida baseada nesse modelo. O personagem principal tem um trabalho burocrático, onde acostuma-se a dizer "não" para o pedido de empréstimos de clientes da financeira onde trabalha, quando, de repente, observa a repetição de um ciclo pouco motivante em que percebe fechar-se a possibilidades interessantes. O filme é classificado como "comédia", mas, oferece camufladamente uma bela lição de vida, desde o "brilho eterno de uma mente sem lembranças" eu não via uma filme do Jim Carrey com tanta atenção, acredito que não faz mal a ninguém dedicar pouco mais de uma hora e meia por um bom filme que, de quebra, vai tirar algumas risadas, além de boas cutucadas morais. Então, diga SIM você também! Imaginem o complexo número de situações em que estamos submetidos e que poderíamos ser mais felizes se optassemos pelo "sim". Aprender a tocar um instrumento? Sim! Praticar esportes duas vezes na semana? Sim! Assistir um bom filme por fim de semana? Sim! Olhar aquela pessoa que sempre esteve perto com bons olhos? Sim! Organizar melhor o seu tempo? Sim! Quem assitir vai entender bem o que falo, é um desses roteiros que tem alguma coisa de lúdico e real misturado, lembra "A Corrente do Bem", filmes que vão além do entretenimento com idéias puritanas, mas, aplicáveis. Enfim, eu digo Sim ao "Sim, Senhor" e nem poderia ser diferente...

arn.

"Já fui esse cara. Conheço muitas pessoas que estão nessa situação em que se evita viver. 'Eu vivo no País da Fuga'. Para mim, o filme é sobre a escolha de participar da vida e foi isso que despertou meu interesse nele. Às vezes dizer 'não' é dizer 'sim' para outra coisa, para algo maior que cruzará o seu caminho. E, às vezes, dizer 'não' a um convite é dizer 'sim' para o sofá e batatas fritas. Faça apenas o que for certo para você", aconselha Jim Carrey, que protagoniza o filme como Carl. "Mas geralmente não é das coisas a que dizemos 'sim' que nos arrependemos; é quando dizemos 'não' que olhamos para trás e pensamos 'Ah, eu podia ter vivido um pouquinho mais'."


20 de setembro de 2009

Cachorro Sem Rua


Cachorro Sem Rua (Letra: Arn. Bruno/Melodia: Ulisses)
Ah, se eu quisesse uma outra dose...
Eu vou passar por essa fase
E não importa quem se importe
Na minha cara ninguém bate!

Eu sei que cachorro que morde, já morde! Não late...

Ah, se eu pudesse reviver
O teu gingado e disparate
Esse teu coração ferido
Na minha mão é "metiolate"

Eu sei que cachorro que morde, já morde! Invade...

Por isso que agora ninguém mexe comigo
Depois da meia-noite, só se for proibido
Não importa o silêncio se tiver teu zumbido
O que rima com beijo, cabe um bocejo
E antes que eu te large é bom que fique evidente...
Não faço por maldade, é que assim é mais envolvente!

13 de setembro de 2009

É importante que se diga:


- De algumas coisas se escapa, de outras, escapulário.

Validuaté


Banda muito boa do Piauí, eu indico! Não é fácil encontrar novidades interessantes nesse mundo da música, e de repente, elas surgem de onde menos se espera. Tenho ouvido "Validuaté" há alguns dias e só posso dizer que é realmente interessante, de estilo próprio e com letras diferenciadas, sobretudo, pelo vocabulário popular bem trabalhado e idéias envolvidas em tramas tão comuns quando fabulosas. Vale a pena, "Validuaté"!

arn.

http://www.myspace.com/validuate

29 de agosto de 2009

Trabalhar + Estudar - Ciclo da vida

Tá aí uma equação que não se tem como fugir com o tempo... Aliás, até se tem, só não sei se o caminho é mais seguro... Então, não tem jeito, é isso aí mesmo e não tem data de validade! Se você vive nessa geração do trabalho e do conhecimento por muitos anos o caminho será este... A grande questão é: - Como mesclar com o restante? Afinal, todo ser humano merece mais... Viajar mais, conhecar mais pessoas, curtir, viver, dedicar tempo a outras habilidades, não se preocupar tanto... O Chaplin tem um texto viajante sobre o ciclo da vida, em que o ser humano nasceria velho e com o passar do tempo ficaria jovem... Até poder curtir o melhor momento da sua vida no maior da adrenalina e dos hormônios, no fim todos morreríamos num orgasmo, que é de onde nascemos nesse ciclo errado...

"Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?" (Chaplin)

Recentemente, saiu um filme nesse sentido, "O curioso caso de Benjamin Button" ¹, é até interessante... Enfim, é uma injustiça sem tamanho que recaiam tantas responsabilidades em uma época tão boa da vida como essa que deve durar até os 30 e poucos... Ou mais! E as consequências!? As consequências são inquestionáveis... Surgem alguns persongens nesse contexto: O primeiro é o figurão que decide abandonar tudo em nome de um futuro promissor e quando consegue os primeiros frutos, descobre que dedicou tanto tempo da vida a coisas tão sérias que parece nem pertencer a si, afinal, o grande plano era viver em prol de uma vida melhor... Ele nunca tomou um porre, aliás, ele nunca bebeu, ele não levou fora, ele nem se emocionou, suou na cama com uma mulher, nem mesmo teve grandes amizades. Ou a mulher que se privou de muitos prazeres em nome de alguma moral ou de uma reserva pelos melhores momentos do mundo com o "amor da sua vida" que parece o sujeito mais fora de hora possível... De repente essa mesma mulher, que tanto trabalhou, estudou e se privou de outras descobertas, encontra-se com uma realidade cruel aos sonhos de boa menina, o "amor da vida" não veio e ela parece ouvir um convite zombador desse modelo sarcástico: "- Aceita esse aí mesmo, tá de bom tamanho... Vai ser útil alguma hora e com o tempo acostuma". Logo, a menina que tanto sonhou com o "amor da vida", logo a menina que trabalhou e estudou p/ ser independente, olha ela aí se vendendo por tão pouco... Tem também o bom partido, aquela pessoa que aprendeu a mesclar, estudou, trabalhou, viveu e aprendeu, esse seria o tido bom partido dessa geração, aquela figura que não abriu mão da malícia e dos prazeres da vida, sem perder o rumo das responsabilidades (o príncipe moderno...).

O fato é que trabalhar e estudar afeta comportamentos e esferas diversas da nossa personalidade... No entanto, como dito no começo, parece ser mesmo algo a ser administrado da melhor forma com a vida pessoal, não abra mão disso, ninguém nessa vida é bem sucedido se não for um ser humano conhecedor de si, de personalidade formada e conhecedor em excesso do lado bom da vida... Não vamos deixar de usufuir e se cobrar tanto... "Relax and Enjoy Your Life!" Tenho ouvido muita gente nova, bonita e, aparentemente, bem resolvida envelhecendo antes da hora... É a menina de 20 que tem alma de 40, é o sujeito de 27, que vive sua quinta década... Só quem trabalha e estuda sabe do que falo... Chegar em casa depois das 18:00, ao fim de todo um dia de cobrança, no momento perfeito p/ relaxar, chega o Lado B das obrigações e relembra, agora sou eu... Vamos lá! Ok... Eu proponho um dia de 36 horas, uma vida de 150 anos e um pouco mais de motivação p/ essas coisas complicadas de se mesclarem com o que, realmente, importa na vida... Viver! Viver com qualidade...

arn.


16 de agosto de 2009

Quando se basta


Quando se basta (Arn. Bruno)

Você não sabe da missa a metade
Parece que assim fica mais à vontade
O que, por vezes, não convence
E é, justamente, aí que a máscara cai...


É de um desespero sutil
Com esses sonhos que simulam futuros possíveis
Destá... pode até quebrar a cara
Esse "manda-desmanda" tem validade
Aliás, o lance da saudade
Vai lhe render alguns codinomes (comedidos)

Essa má-fama é má-fé
De quem se constrói em armadura
É mesmo uma figura ao se negar figurante
Se a idéia não foi sua, amortece sua culpa
O que não quer é diagnosticar
Ou soletrar novidades

É mesmo impressionante o quanto é auto-suficiente...

8 de agosto de 2009

DPB


Se mais alguém conhece a DPB, depressão-pós-balada, vai entender do que eu falo... Você chega ali, toma umas duas, vê as pessoas que queria, faz uns contatos, sente uma sensação agradável de felicidade - que, às vezes, é interrompida pela descoberta da conta - pira muito, curte muito, mas, e aí!? Aí vem a DPB!
Ela, geralmente, bate quando você chega em casa... Os efeitos duram um tempo impreciso, não mais que alguns minutos, em seguida você dorme-desmaia e acorda algumas horas depois... Evite: celulares, alta-velocidade, vinho + tequila e trafegar sem step... Tá... Aquela felicidade repentina também é fodona: "uhuu", "viu aquilo!?", "putz, não acredito...", "humm", "será?", "mais uma aí", "lá vem o corta-liga", "tirei do bolso", "´Já?", "Vai dar briga", "Essa conta tá errada, eu não bebi essa porra", "Toca funk que ela gosta!", "Opa!"... É claro que tem dias que são tri-loucos... Enfim, muitos curtem sair, baladas, boates, barzinhos e etc e tal, mas acho que todos cofessam que existem os dias de DPB, é a idade chegando... Uhh! Será? Vai saber... Isso deve ser mais comum que se imagina... Tum Tum Tum Tum-Tum-Tum! Hoje, não... Amanhã, não sei... Esse fim de semana pode bombar... O efeito é impreciso... : D
Vai entender essa tal de DPB...

25 de julho de 2009

Assimetria (Arn. Bruno)

Saudade é estranho pincel
Traz cores impróprias aos dias em preto e branco
Contorna borrados, apaga os riscos...
Completa desenhos e faz de tudo aquarela

Pinta de vermelho faces tão amarelas
Dá raios ao sol que exagera em calor
Planeta desconhecido por quem já viveu

É tempero ao tempo!
É vetor ao vento!
É brincadeira sem graça com muito sorriso
Pouco se fala, muito exala... É olhar...

É sentir e chutar a rotina...
- E o que sobra?
- O que sobra é legado!
(...) Das saudades que deixam tudo mais belo,
Das palavras que nem são necessárias...
Pouco se fala, muito exala... É olhar...

22 de julho de 2009

Vinicius...

Leiam, Assistam, Ouçam!

(Vinicius)
















Sei lá, a vida tem sempre razão

Composição: Toquinho / Vinicius de Moraes


Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação

Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
A vida tem sempre razão

A gente nem sabe que males se apronta
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe
E o sol que desponta tem que anoitecer
De nada adianta ficar-se de fora
A hora do sim é o descuido do não

Sei lá, sei lá
Só sei que é preciso paixão
Sei lá, sei lá
A vida tem sempre razão...

http://www.youtube.com/watch?v=6wRjJyHKcb0

11 de julho de 2009

"Avance e vença!"

Foi em Agosto de 2008, o celular tocou e era a Assonilde (antiga professora minha no ensino médio) ela disse que queria conversar sobre concurso público e pediu p/ que eu fosse no cursinho que ela havia montado (Avanços) o qual contava apenas com turmas preparatórias p/ vestibular... Depois de alguns minutos, trocamos idéias relacionadas a abrir turmas voltadas ao público concurseiro, ainda com certo receio quanto à procura... De início, a Assonilde deixou claro que desejava que eu fosse um dos professores nesse novo segmento do cursinho... Depois disso, eu não sabia o quanto algumas coisas iriam mudar... Em Outubro de 2008 comecei a lecionar aulas voltadas para os alunos interessados no concurso do Tribunal de Justiça do Maranhão (por ter sido aprovado no último concurso do TJ e trabalhar na área), no entanto, eu tinha alguns receios... Ainda não havia concluído meu curso de Direito na Ufma e já encararia uma turma de mais de 150 alunos dedicados, exclusivamente, para passar nesse concurso... (Pressão!). Soma-se a isso essa cara de novo que eu tenho (a grande maioria da turma era mais velha...), mas, não é que fui bem recebido... Tudo bem que sempre existiram os primeiros comentários dos alunos novatos (- Ele é o professor?), mas, não durava mais que uma aula - Ainda bem! Depois de alguns meses, já em 2009, as minhas aulas começaram a se intensifcar e passei a ser, de fato, um professor comprometido! Diversas aulas semanais agendadas, remuneração acima do mercado, compromisso com tempo de aula, aprovação em concursos, tudo ficou mais sério... Muito sério! Ao final, já eram 4 turmas, uma inclusive fora da sede do cursinho, as aulas já eram com microfones, as turmas gigantescas, gente de todo canto da cidade passou por ali, diversos amigos e desconhidos à vontade... Deu muito certo! Aprendi muito sobre o que é ser professor, como agir em determinadas situações, o que fazer p/ prender atenção, o que não fazer... Ou seja, de certa forma, hoje, eu me sinto um pouco mais professor... Inclusive, pretendo continuar... O que me fez escrever nesse espaço sobre esse assunto foi uma surpresa que fechou esse ciclo "Avanços". Certo dia cheguei p/ dar aula e comecei a ouvir comentários que alguns alunos exigiam, além das aulas agendadas, um corujão! Isso mesmo: "Corujão"! Ou seja, estudar pela madrugada... Eu que já tinha que me desdobrar entre Fórum, Cursinho e Pós, fiquei confuso quanto a idéia ser levada em frente... Ainda assim, cedi e aceitei o tal corujão... (A voz do povo é a voz de Deus!). Foi dia 10/07/2009, uma quinta-feira em semana da Expoimp, logo com alunos que trabalhariam no dia seguinte, já vinham cansados das aulas rotineiras dos horários convencionais e deveriam não ter lá muita empolgação p/ perder sono... (Errei feio nas previsões...). Fui tranquilo iniciar minha aula 1:30 da manhã após ter encerrado a última aula do dia anterior às 22:30, p/ minha surpresa encontrei outra multidão... Fiquei empolgado, falei mais besteira que nunca, descobri que as pessoas sabem sorrir de madrugada! ( : D ) Valeu a pena aceitar o desafio... Hoje, passo na rua e me sinto mal quando alguém fala comigo (- E aí, professor...) e eu não sei o nome, provavelmente, é aluno do Avanços, cursinho tem disso... O contato é acelerado e não permite grandes laços com todas as pessoas, mas, é uma felicidade contida e um sentimento de dever cumprido. Enfim, entre outras coisas, este blog é de um professor! Ah... O "Avanços", hoje, é o maior, mais estruturado e o cursinho que mais aprova em Imperatriz, tem uma apostila show de bola, identificação digital, catraca, já conta com 3 andares, além das turmas fora da sede...

: D


* A foto foi tirada no dia do mencionado "Corujão" lá pelas tantas da madruga.

30 de junho de 2009

"Hoje, o tempo voa..."

"Hoje, o tempo voa...". Vale a pena pensar a sobre...

São daqueles dias em que você ouve pela milésima terceira vez a mesma música e, só nesta última, percebe a força que tem... Tudo bem, as músicas são melhores quando ouvidas que comentadas, mas a que me refiro acredito que todos devam conhecer (Tempos Modernos: Eu vejo a vida melhor no futuro...). Ao observar uma letra, involuntariamente, acho que é inevitável sequestrá-la para o seu mundo, atribuir significados só seus a trechos tão próprios dos outros. Vai ver é aí que reside a magia. Constantemente, tento observar por onde se escondem os valores dos tais "tempos modernos". O que é avaliado como bom? Que malandragem não nos basta? Que malícia, realmente, atrai? Quais os caminhos mais duradouros? Existem? Só não duvido de uma coisa: a vida manda sinais... Siga os sinais! Por vezes, enxergo pessoas que se vendem por pouco, ou até pior, fazem-se de aluguel... Triste é a vida de quem não é feliz sozinho, em dupla, jamais será! Desconfio dos amores expostos, dos sentimentos gritados e das frases feitas... Desconfiem também! De tudo que observei nesse mundo onde "o tempo voa e escorre pelas mãos", é certo que o silêncio tem força... É pro espelho que você, realmente, abre o peito... É do sorriso dos olhos que se tiram as mais belas gargalhadas... Eu sei que muitos tentam - e tentar é admirável... Mas, quem muito tenta, quem se vende por pouco, quem abraça a primeira bóia, perde a força do nado... Aqui quem escreve nem de longe é reserva moral... É um arqueiro que muito atirou, matou, feriu, errou e decidiu reservar as melhores flechas para os alvos mais valiosos.. Faço menção  aos de valores, realmente, inquestionáveis... Que valores!? Os de sempre! Eles não mudam... "Eu vejo isso por cima de um muro". Defendo e compreendo bem os que tentam, os que fecham portas em busca de uma passagem secreta... Ah, meu amigo... Eu entendo você.... Eu também sou assim! Mas, quer uma dica... Não fuja dos grandes princípios. Não se vender por pouco ainda é a cereja do bolo... Existem as pessoas que tirarão um pedaço, mas ninguém divide a cereja... É pequena demais pra tanto olho. "Eu quero crer no amor numa boa, que isso valha pra qualquer pessoa". Vale a pena desprender-se, se essa liberdade for um drible na contramão de quem se anuncia por pouco, de sentimento não se fala, e aqui há de se dividir o corpo do emocional... O corpo é aquele que pede por sexo, desejo, calor (o que é perfeito! Apesar de não ser imortal, posto que é chama... - Eu sei que já deixaram famosa essa segunda parte), isso é fácil, muito fácil, extremamente fácil pra você e eu e todo mundo canta junto sempre terá e nunca deixará de ser o contato mais simples entre as pessoas (e olha que é muito bom hein...) mas não são esses os valores - que valores!? Os de sempre! Ainda é na palavra conseguida com suor, na vivência da rotina de pequenas descobertas, na lógica da boa convivência que reina o que dura, o que o vento e o apagar das luzes não leva... E tá aí o mistério de não se vender, não se testar, são brilhos que intensificam com o tempo e sem nenhum plano... É bem simples, nem por isso lançado em todas as portas, ou janelas, vai saber... "Hoje, o tempo voa". E os valores!? São os de sempre... Eles não mudam! (são reconhecidos com o tempo, deixe-os por último... A cereja vem depois...).
"Que isso valha pra qualquer pessoa..."
Arn.
(Tempos Modernos)

29 de junho de 2009

Eustáquio





Eustáquio
(Arn. Bruno)


Eu fui bom comigo
Desde que me abracei
Abraço mais forte não vi
Recíproco, então...

Fui a promessa perfeita
Alguma coisa à beça
Mas, não me acabei!
E quem me digo ser leal?

Quem me quero tanto quanto eu!?
Eu peço disciplina
Não me obedeço!
Há dois ou três mais
Que nem sequer lembram um...

- "Eus-Ei"... Não fale por mim, afinal...
Quem me quero tanto quanto eu!?
Nós serão apenas nós!
Eu os desato em "Eus"...

São atos de um só, um só de nós
Na luta com soldados meus
Quem me finjo? Quem me esquivo?
Eu me golpeio e sinto um campeão!
Ao me ver no chão...
Mas, não sou eu quem me dei a mão?
"Eus-ou" meu héroi ou um carrasco
Na luta com soldados meus?
Quem me quero tanto quanto eu!?

26 de junho de 2009

"We are the Children"


Dia 26/06/2009, faleceu o maior nome da indústria da música pop do séuclo XX, nada mais que isso... Parece simples quando ouvimos essa classificação tão repetida de M. Jackson, "o rei do pop", o artista das cifras e platéias estratosféricas, o homem cercado de mistérios e problemas pessoais, visitante assíduo de cirurgiões plásticos e audiências... Neste dia, acho que vale aquela boa e corriqueira análise acerca de qualquer biografia - vamos destacar o que existiu de bom!

Talvez, seu maior erro tenha sido o de qualquer ser humano (envelhecer...). No início da carreira, o pequeno M.J. era uma criança assustadoramente talentosa, quem sabe, também o artista prodígio de maior impacto da indústria pop: dançava de forma diferente, cantava perfeitamente, tinha uma presença de palco que parecia ser fruto de décadas de treinamento... Anos depois revelou que se achava feio e era alvo de brincadeiras do pai sobre sua feição, o que não sabia era que o futuro seria um tanto sombrio em relação a essa mesma aparência física questionada na infância - ele pareceu nunca se aceitar!

No tocante ao lado artístico não podem ser poupados elogios... Os clipes de M. J. eram os mais esperados, bem produzidos, revolucionários e polêmicos possíveis - quem consegue atingir esse estágio merece ser chamado, sem qualquer receio, de "artista", "astro", "rei", "pedófilo" (Ops!...). Confesso que não era um grande fã, mas, sei reconhecer quando uma pessoa merece ser admirada em relação ao seu talento e trabalho, quanto a isso não resta dúvida que é um nome imortal da música. Convenhamos que não se firmam grandes marcas com facilidade nesse meio de estrelatos instântaneos, aqui presenciamos uma história de extremo sucesso desde os primeiros anos até a estranha morte de um endividado astro que sonhou em ser Peter Pan e morreu com um nariz bem diferente do que tanto reclamava na infância... (humor "negro", "branco"!?, black or white?). Pois bem, valeu Michael Jackson, você foi a cor que quis, o artista que quis, a figura que quis e merece respeito! Hoje, o mundo parou para ouvir tudo de novo... Poucos romperam tantas fronteiras quanto esse cidadão... Enfim, "We are the world, we are the children!".

http://www.youtube.com/watch?v=mWfVyBtuYWY&feature=related


(vídeo com a música: "I want to back", Jackson Five)

23 de junho de 2009

O tempo e o texto

Escrevi isso alguns anos atrás e, sinceramente, não sei o que penso sobre... Você percebe com o tempo o quanto seus conceitos evoluem, ou, simplesmente, modificam-se. Decidi colocar porque em um momento de investigar textos que nunca tiveram qualquer reconhecimento do seu responsável, encontrei esse rabisco que não evoluiu... Enfim, ficou morto no tempo e decidi postar para que ele tenha algum significado. Nada mais é que o efeito do tempo no texto, que depois de um lapso perde o brilho ou se redescobre - sobre este, ainda não sei... Mas, os conceitos mudaram! Rimas simples, nada revolucionário, zero instigante, "basicão", mas, de alguma sinceridade que me chamou atenção depois de uns anos... Ah, vai saber... Entre alguns, foi ele o "desamassado"...

Mas

Hoje, passei pela rua da minha rotina
Olhei para a loja em liquidação
Sempre íamos lá sorridentes
Saíamos endividados com algo na mão...
Ontem, eu a vi novamente
Já numa outra situação...
Nos cumprimentos com olhares frios
- Não é a primeira vez...

Mas, naquele mês... Você foi especial...

Quando viajávamos, combinávamos aventuras
Dava certo! Nunca como bem planejado...
Ninguém tem culpa de gostar do inesperado
Praias, barzinhos, montanhas e drinques ao luar
Revi as fotos - seu cabelo era mais curto
Ontem, parecia sem vida...
Não tinha o mesmo desembaraço
Assim como aquele olhar de profana...

Mas, naquela semana... Você foi especial...

Eu sentia medo do teste seguinte
Era tudo ou nada, tinha que ser!
Havia pedido um tempo - eu precisava...
Aceitou numa boa - que até estranhei...
Depois de uns dias senti sua falta
Enquanto isso, desconfiava...
Ainda assim, ligou, desejou boa sorte
E disse que amava enquanto sorria...

Mas, naquele dia... Você foi especial...

Seria um teste e tanto... O fim da agonia...
A linguagem do corpo era clara
Em segundos, o semblante aquecia...
Fui o mais carinhoso que um selvagem conseguiria!
Nosso suor formava o perfume
E eu, de costume, enchia você de “cosquinhas”
Vai entender essas intimidades com o tempo
Quando outros tocarem sem o mesmo açoite...

Mas, naquela noite... Você foi tão especial!...


"(...) - Jura que vai lembrar?"


Arn!

22 de junho de 2009

O porte de arma desmuniciada constitui crime? E a posse de munição sem arma?


"A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal determinou o arquivamento de ação penal contra Cláudio Nogueira Azevedo, acusado de porte ilegal de arma. O STF aceitou o pedido de Habeas Corpus de Azevedo porque ele não dispunha de munição para disparar os tiros.
O acusado foi denunciado após ter sido preso na cidade de Suzano (SP) com uma espingarda. Ele foi detido porque carregava a espingarda no banco de trás do seu carro e não tinha porte de arma.
Segundo a defesa, apesar de a arma estar sem munição e envolvida em um plástico, os policiais militares prenderam Azevedo em flagrante pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. A prisão foi confirmada pelo delegado, mas, posteriormente, o juiz concedeu a liberdade provisória. No entanto, o acusado passou a responder a uma ação penal pelo crime.
Para os ministros Eros Grau, Cezar Peluso e Celso de Mello, a conduta de Azevedo não está prevista no Estatuto do Desarmamento (10.826/03). “Arma desmuniciada e sem munição próxima não configura o tipo [penal]”, ressaltou Peluso
". (Quarta, 10 de Junho de 2009)

HC 97.811
Abordar um assunto jurídico fez-se necessário, tendo em vista ser esta a pergunta que eu devo responder e persuadir um especialista no assunto para obtenção de nota na Pós de Ciências Penais. Pois bem, decidi expor o tema de maneira quase jornalística, ou nada imparcial -hoje, não é preciso diploma de nível superior para o exercício do jornalismo, logo, se tenho um Blog e divulgo idéias, para o STF sou equiparado a uma pessoa graduada em tal área... Vale lamentar, mas, tem lá seus fundamentos históricos a decisão divulgada na semana anterior - com o intuito de buscar uma mídia generalizada acerca do tema.
No tocante ao assunto, após diversas leituras e discussões, tenho de forma cristalina uma tendência fundamentada a não aceitar como crime a conduta de porte ilegal de arma desmuniciada, e, bem menos, a posse de munição sem arma. Visto que:
Conceito jurídico de arma de fogo:
"...jamais afasta-se da idéia de capacidade real para disparar projéteis. Nisso é que reside o seu perigo efetivo (típico). Arma que não é idônea (nas circunstâncias concretas em que é encontrada ou utilizada) para efetuar disparos não reúne a ofensividade exigida pelo tipo e pelo moderno Direito penal (é, aliás, meio absolutamente ineficaz ou exemplo de crime impossível, nos termos do art. 17 do CP)".
(LUIZ FLÁVIO GOMES. Doutor em Direito penal pela Faculdade de Direito da Universidade Complutense de Madri, Mestre em Direito penal pela USP, Diretor-Presidente do Centro de Estudos Criminais).
Princípio de Intervenção Mínima:
A tutela penal é fragmentária e subsidiária. Entende-se que somente os ataques mais intoleráveis aos bens jurídicos mais relevantes entram na esfera penal e, mesmo assim, quando outros ramos do Direito não forem adequados para a proteção do bem jurídico. Trata-se pois de um reconhecimento do impacto gerado pelo Direito Penal na vida social e que este só deve ser acionado em situações de efeitva gravidade. Aqui insere-se também o princípio da insignificância, o qual considera atípico o fato quando a lesão ao bem tutelado pela lei penal é de atingido de forma irrisória (ex: furto de uma laranja).
Requisitos do fato ofensivo típico:
Na onda dos avaços doutrinários vividos pela esfera Penal já não se pode considerar o fato típico doloso, senão quando presente tais requisitos: (a) conduta criadora de um risco proibido relevante para o bem jurídico protegido; (b) produção de um resultado jurídico relevante (ofensa ao bem jurídico protegido) e (c) imputação subjetiva (dolo).
Bem jurídico protegido:
A proteção de bens primários do ser humano (vida e integridade corporal) constitui o âmbito secundário dessa intervenção penal. O conceito vigente surge para oferecer imediata proteção a uma outra ordem de interesses: a segurança coletiva (um certo nível de segurança).
Conclusão:
Visto alguns conceitos: Entendo que só poderemos falar de crime em relação ao porte ilegal de armas se este atingir em certo grau ao princípio da ofensividade, ou seja, oferecer perigo real diante de uma conduta criadora de risco iminente abordado o caso concreto. Felizmente, o STF também divide a postura, conforme o HC posto acima, que já foi divergente tempos atrás... Sendo assim, antes que atirem a primeira pedra ao discordar de tal posicionamento, vislumbremos o efeito que a máquina penal gera para o Estado e para o cidadão que paga pelo seu uso. Por fim, apesar de seguir grandes nomes no tocante ao assunto, deixo resguardado o direito da polêmica...

20 de junho de 2009

"Salve o tricolor paulista..."


Essa foi uma semana complicada no meu time, o São Paulo foi eliminado da Libertadores 2009, e, no futebol, quando as coisas não vão bem é mais fácil se desfazer de um que de onze... Mais uma vez foi assim! O escolhido, como manda a regra, foi o "abusado" do Muricy Ramalho. Por que "abusado"? O cara nunca comemorou os títulos que conquistou pelo clube, estava sempre insatisfeito, não era agradável com a imprensa e pouco ligava para os estrelismos da profissão... E aí vem a pergunta: Desde quando esses fatores são defeitos? Também acho... Não vou falar que tivesse feliz, ultimamente, em assistir jogo do São Paulo, aliás, qualquer coisa parecia mais interessante.... Deu no que deu! Perdeu fora e em casa p/ Cruzeiro... Aí foi demais! Tchau Muricy! Foi bom enquanto durou... Muito bom! O muricy tornou-se treinador do tricolor paulista no ano seguinte ao ser escolhido melhor treinador do brasileirão pelo Inter em 2005, de quebra, repetiu a dose em 2006, 2007 e 2008 - um monstro ! Recebeu o São Paulo na era do 3 - 3 -3 (Três vezes campeão: brasileiro, libertadores e mundial), saiu com a saga do 6 - 3 -3, em apenas três temporadas completas.

Não foi fácil ser torcedor do São Paulo nos últimos anos, ainda mais se você foi um desses que quis se atualizar comprando as camisas comemorativas de títulos (4 - 3 - 3, 5 - 3 -3, 6 - 3 - 3), todo ano era uma... Em 2009, parece que o desfecho será diferente... Ainda mais sem o "abusado" do Muricy! É o típico caso do perfeccionista que comemora em silêncio... Como são-paulino não sei bem o que pensar a respeito, mas, como estou acostumado a esperar pelas libertadores com ansiedade, acho que foi boa a saída do "abusado", no entanto, se o São Paulo não for bem nesse brasileiro, vou lembrar que é melhor um abusado campeão que um bonzinho perdedor! O futebol tem dessas máximas! Lembro da época em que fui no RJ e assisti os jogos do "super botafogo", aquele time que jogava bonito com Zé Roberto, Jorge Henrique e Lúcio Flávio, mas, que não ganhava títulos... A torcida chorava, compulsivamente, cada eliminação, enquanto isso, eu era um são-paulino - do treinador abusado, futebol nada empolgante, mas, campeão brasileiro. Vamos ver que futuro espera o meu time. O novo treinador é o Ricardo Gomes, um desses caras educados, de currículo sem grande expressão como treinador (era zagueiro da seleção na década de 90) e que deve comemorar quando conquista um título... Vamos ver até onde essa combinação é melhor que a do grande Muricy! São-paulino é um ser mal acostumado... Atual tri-campeão brasileiro e ainda se presta ao papel de ensaiar uma crise... "Salve o tricolor paulista...". Enquanto isso... O botafogo continua jogando bonito e sem conquistar títulos, o Vasco sofre na segunda divisão e o Fluminense empata em 2 a 2 com o Avaí, por falar nisso, vou terminar de ver os acréscimos do segundo tempo... (Goooooooooooooool do Avaí (Léo Gago)... 3 X 2, 48:30 seg.). Enfim, viva o São-Paulo, o Muricy-abusado e o Léo Gagagagagago.

19 de junho de 2009

"E eu fora do ar..."


Não é a primeira vez que penso seriamente em dar vida a um blog... E a primeira questão que me veio em mente nas vezes em que considerei o assunto foi: Por que ter um Blog? Parece um luxo desnecessário alguém nessa correria mundana ponderar a idéia de ter um momento para escrever sem grandes propósitos, então, no início, hesitei... Pouco depois, quando olhei para o lado e vi a gama de obrigações da rotina de alguém que se entrega a esse modelo de vida pragmática, hesitei ainda mais... Até que um dia, tão inusitado quanto marcante, decidi voltar a escrever... E foi assim, em meio a uma decisão espontânea de um assunto quase encerrado que eu resolvi tentar...
A relação do homem com a escrita, sem dúvida, é heterogênea! Existem os que escrevem para desabafar, outros como uma busca pelo auto-conhecimento, alguns porque gostam (simples assim!), outros porque entendem o poder que a palavra exerce sobre os semelhantes... Pois bem, eu não me encaixaria em um só grupo e a minha relação com essa arte silenciosa começou cedo... Recordo bem de ser uma criança que escrevia... Na quinta série lembro ter recebido uma caneta com meu nome gravado por ter vencido um concurso de poemas no Santa Teresinha, incrível era imaginar como aquele moleque de canela suja da bola e que só se conhecia suado poderia escrever alguma coisa, mas, escrevia... Ainda que p/ conseguir nota! Um pouco atrás, no alto dos 10 anos de idade (só tinha cabeça!) lembro ter começado a escrever as riminhas mais pobres que um ser humano pode assimilar... E na época, tudo parecia engenhoso e de grande capacidade... Mas, foi assim que se deu o contato que perdura por tantos anos...
Sempre gostei mais de escrever que de praticar a leitura, o que é uma incoerência sem tamanho! Ainda assim, eu tentava... Escrevia periodicamente no jornalzinho da escola, e enquanto tivesse alguém para ler, eu escrevia, e se não tivesse esse alguém, também! Já no ensino médio, lembro ter conquistado um concurso de redação sobre a independência do Brasil - que cafona isso! (a professora era a Assonilde, hoje, sou professor do cursinho dela.... Que mundo louco!) Mas, é assim que se pega gosto... E foi assim que me voltei para o papel (hoje, monitor...) Lembro-me com carinho dos dois grandes projetos em que me lancei na escrita de forma desafiadora: "Ático" e "Equiláteros", duas ficções que me levaram bastante tempo, onde eu me dedicava de cabeça nos dias ociosos, poucos chegaram a ler alguma coisa sobre... (eu tinha vergonha ou medo de acharem que eu andava muito desocupado...) Mas, o "Ático" foi até a página 58, e era um grande orgulho! (ainda o leio de ano em ano) Escrever uma ficção é coisa de gente louca, não duvidem disso! Uma loucura e tanto! Vale a pena! Quero um dia retornar, mas, no momento, o resgate será esse Blog.
Nos últimos anos tenho voltado atenção para a música - ah... pouco importa no fim que pode levar, e, felizmente, isso tem sido um passatempo agradável, tenho sido um compositor anônimo satisfeito! Ano passado vivi experiências novas, cantar em barzinho, ter uma música na final do maior festival de Imperatriz, ter sido procurado por pessoas que eu admiro o trabalho e sendo reconhecido, ainda que no submundo, como um compositor anônimo!... (Anônimo reconhecido!?) As coisas tem evoluído nessa brincadeira, outras pessoas tem procurado músicas e já com interesse em gravá-las profissionalmente, eu fico feliz! Nada mais é que a minha última manifestação de laço com a escrita e o que se vê por aí na vida, ou só uma forma de se expressar, sem maiores ambições. Ah... O título do Blog é o mesmo de uma música em parceria com o Ricardo (Madame Lulu), que pretende lançar um CD e tem interesse em colocá-la no pacote... Nada mais é que uma letra sobre alguém que se encontra "fora do ar" e, de repente, desperta... Enfim, nem vale falar de música, elas são melhores quando ouvidas. Importante mesmo é o quanto faz bem suar, apanhar, calcular, espremer, modelar e concluir uma letra interessante... Dar-se por satisfeito: "- Ainda que só toque no meu quarto, é bem o que gostaria de ouvir!". Na parte melódica preciso muito dos amigos mais talentosos, eles sabem quem são! Depois de um certo ponto chega a ser compulsivo e se você não se alimenta disso, cuidado, afeta todo o resto... Talvez, seja só um jeito de preencher a falta que o futebol faz... Mas, esse é um outro assunto...